DNIT define prova de carga para ponte de Pedro Afonso

Uma reunião realizada nesta quarta-feira (8), em Brasília, definiu prazos cruciais para o futuro da ponte sobre o Rio Tocantins. O encontro ocorreu na sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A ponte fica localizada na BR-235, entre Pedro Afonso e Tupirama. O objetivo principal foi buscar soluções para conter os impactos da interdição total da estrutura. Lideranças políticas e do setor produtivo participaram ativamente das discussões.
O DNIT interditou a ponte em maio deste ano, após uma inspeção técnica identificar problemas graves. Os técnicos constataram deslocamentos no vão central e fissuras em elementos estruturais. A medida, de caráter preventivo, priorizou a segurança dos usuários da rodovia. Desde então, moradores e transportadores enfrentam sérios transtornos. O bloqueio afeta diretamente o escoamento da safra de soja e milho. Além disso, compromete o transporte da produção de etanol da BP Bioenergy. Por conseguinte, a pressão sobre as autoridades cresceu significativamente nas últimas semanas.
Prova de carga instrumentada começa nesta quinta, confirma DNIT
Em resposta às cobranças, o DNIT confirmou a realização de uma prova de carga instrumentada. O teste utilizará sensores de alta precisão para medir a resposta real da estrutura. Os equipamentos vão captar deslocamento, deformação, inclinação e vibração da ponte. Caminhões carregados passarão sobre a via de forma controlada durante o ensaio. O procedimento permitirá comparar os dados coletados com os modelos de cálculo existentes. Os testes devem iniciar nesta quinta-feira (9), conforme adiantou o órgão.
O DNIT emitirá o laudo técnico final até o dia 17 de julho. O documento apresentará um parecer conclusivo sobre a estrutura. Ele indicará o encaminhamento a ser adotado pela autarquia. A ponte pode passar por uma reabilitação completa. Ou, então, precisará de uma substituição definitiva. Caso a liberação para veículos leves seja confirmada, as balsas gratuitas ficarão exclusivas para veículos pesados. Dessa forma, o tráfego de automóveis poderá ser retomado parcialmente.
Autoridades cobram celeridade e rotas alternativas
Durante o encontro, as lideranças exigiram um cronograma claro e com datas definitivas. A senadora Professora Dorinha Seabra e o senador Eduardo Gomes lideraram as cobranças. O prefeito de Pedro Afonso, Joaquim Martins Pinheiro Filho, também marcou presença. Ele já havia classificado o impacto da interdição como “imensurável” para a economia local. O gestor municipal reforçou a urgência de medidas concretas. “Os impactos dessa interdição geram um impacto imensurável para Pedro Afonso e toda a região”, afirmou o prefeito anteriormente.
Os representantes cobraram a manutenção e pavimentação das rotas alternativas. Os principais trechos afetados são a TO-010 e a BR-235. Eles também solicitaram a definição do prazo para o início da operação das balsas gratuitas. O prefeito de Tocantínia, João Alberto, e o presidente da AGETO, Túlio Labre, representaram o governador Wanderlei Barbosa. O setor produtivo enviou representantes da COAPA e da BP Bioenergy. Todos destacaram o empenho conjunto para minimizar os prejuízos. Portanto, a união de forças entre os setores público e privado mostrou-se essencial.
População aguarda diagnóstico definitivo do DNIT
Assim, a população de Pedro Afonso e Tupirama aguarda ansiosa pelo laudo técnico. A ponte é a principal ligação entre as duas cidades e outras regiões do Tocantins. O bloqueio ameaça o abastecimento do comércio local. Também compromete o deslocamento diário de moradores que utilizam a travessia. O DNIT reforçou que atua de forma preventiva e responsável. A prioridade é garantir a segurança da população e a continuidade da mobilidade regional. A partir do dia 17 de julho, o futuro da ponte finalmente será conhecido. Até lá, as rotas alternativas continuarão sendo a única opção para os usuários da BR-235.
