Plano do Polo de Agricultura Irrigada do Sudoeste do Tocantins aposta em ciência, inclusão e participação

O Plano de Desenvolvimento Sustentável do Polo de Agricultura Irrigada do Sudoeste do Tocantins entra em fase de elaboração com duração de 18 meses. A iniciativa reúne produtores, universidades, agricultores familiares e comunidades tradicionais para fortalecer a produção agrícola com foco em sustentabilidade, tecnologia e inclusão.
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O Plano de Desenvolvimento Sustentável do Polo de Agricultura Irrigada do Sudoeste do Tocantins já iniciou sua fase de elaboração. A proposta reúne produtores rurais, pesquisadores, agricultores familiares e representantes de comunidades tradicionais para construir estratégias voltadas ao crescimento sustentável da região.
Além disso, a Associação dos Produtores Rurais do Sudoeste do Tocantins (APROEST) coordena a iniciativa. A Universidade Federal do Tocantins (UFT) participa da elaboração técnica e científica, enquanto o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) financia o projeto.
Participação da comunidade fortalece o planejamento
Segundo o coordenador científico do plano, professor doutor Gilson Porto Júnior, da UFT, o objetivo vai além da produção de diagnósticos técnicos.
Conforme explicou, a equipe pretende analisar aspectos tecnológicos, infraestrutura, logística e desenvolvimento regional. Ao mesmo tempo, o trabalho busca ampliar a participação dos diferentes setores envolvidos, permitindo que produtores e comunidades contribuam diretamente para a construção das propostas.
Dessa forma, o planejamento pretende unir conhecimento científico e participação social para impulsionar o desenvolvimento da agricultura irrigada.
Primeiro polo da Região Norte recebe recursos para elaborar o plano
De acordo com o presidente da APROEST, Wagno Milhomem, o Polo de Agricultura Irrigada do Sudoeste do Tocantins é o primeiro da Região Norte e também o primeiro entre os 18 polos nacionais a receber recursos do Governo Federal destinados exclusivamente à elaboração do plano de desenvolvimento sustentável.
Além disso, a iniciativa pretende criar um modelo de gestão capaz de fortalecer toda a cadeia produtiva regional.
Plano prevê inclusão de agricultores familiares e povos tradicionais
Outro destaque do projeto é a proposta de ampliar a participação de agricultores familiares, pequenos, médios e grandes produtores, além de indígenas, povos originários e comunidades quilombolas.
Segundo a APROEST, essa integração permitirá promover desenvolvimento econômico aliado à justiça social, geração de renda, fortalecimento da infraestrutura e expansão da produção agrícola com segurança e sustentabilidade.
Além disso, o planejamento busca estimular a comercialização dos excedentes agrícolas e ampliar as oportunidades para toda a região.
Sete municípios participam do Polo de Agricultura Irrigada do Sudoeste do Tocantins
O plano terá duração de 18 meses e contará com investimento de R$ 2 milhões, provenientes do Governo Federal.
Os estudos contemplam os municípios de:
Lagoa da Confusão;
Dueré;
Cristalândia;
Santa Rita do Tocantins;
Formoso do Araguaia;
Pium;
Sandolândia.
A produção agrícola tem foco principalmente em arroz, feijão, feijão mungo preto e sementes de soja.
Quatro pilares orientam o desenvolvimento sustentável
O planejamento foi estruturado em quatro eixos estratégicos.
O primeiro trata da gestão hídrica, com estudos sobre águas superficiais e subterrâneas, eficiência da irrigação, drenagem e segurança hídrica.
Em seguida, o eixo de infraestrutura prevê ações voltadas ao fortalecimento da energia, logística, armazenagem, agroindústria e uso de fontes renováveis.
Além disso, o pilar da sustentabilidade prioriza o cumprimento da legislação ambiental, o alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU e o ordenamento territorial.
Por fim, a governança propõe a criação de um comitê gestor e de câmaras técnicas coordenadas pela APROEST para ampliar a participação dos diferentes segmentos da cadeia produtiva.
