Adeus à ressonância? Novo scanner faz exame do corpo inteiro em 60 segundos sem radiação

Tecnologia desenvolvida pela Midjourney utiliza ondas sonoras para criar imagens em 3D e pode reduzir custos de exames no futuro
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A empresa Midjourney, conhecida mundialmente pelas ferramentas de inteligência artificial para geração de imagens, apresentou um projeto que promete revolucionar os exames médicos. O novo scanner utiliza ondas sonoras para criar imagens tridimensionais do corpo inteiro sem recorrer à radiação.
Segundo a empresa, o equipamento consegue mapear mais de 25 órgãos e estruturas corporais em apenas 60 segundos. Além disso, o sistema dispensa o uso de raios X e campos magnéticos, comuns em exames tradicionais.
Como funciona o equipamento?
Durante o exame, a pessoa entra em um tanque com água enquanto um anel equipado com sensores percorre todo o corpo. Em seguida, o aparelho emite e recebe ondas sonoras capazes de gerar um modelo tridimensional de alta resolução.
De acordo com a Midjourney, a qualidade das imagens se aproxima da obtida em uma ressonância magnética. No entanto, o procedimento leva cerca de um minuto, enquanto uma ressonância de corpo inteiro costuma durar entre 60 e 90 minutos.
Projeto ainda aguarda aprovação
Apesar do anúncio, o equipamento ainda não poderá diagnosticar doenças. Por enquanto, a empresa pretende utilizar a tecnologia apenas para criar mapas da composição corporal.
Além disso, a Midjourney iniciou conversas com a Food and Drug Administration (FDA), agência responsável por regulamentar dispositivos médicos nos Estados Unidos. Somente após a análise do órgão o equipamento poderá avançar para outras aplicações.
Empresa planeja expansão mundial
A Midjourney pretende instalar cerca de 50 mil scanners em todo o mundo nos próximos seis anos. Segundo a empresa, essa estrutura poderá realizar até 1 bilhão de exames por mês.
O primeiro equipamento ficará disponível ao público no fim de 2027, em um espaço chamado Midjourney Spa, na cidade de São Francisco. O local também oferecerá hidromassagem, sauna e banheira de gelo.
Segundo o CEO David Holz, o custo do scanner representa menos de um décimo do valor de um aparelho de ressonância magnética. Além disso, a empresa afirma financiar o projeto com recursos próprios, sem investidores externos.
