Operação contra o PCC cumpre 13 mandados de prisão em Paraíso (TO) e outras quatro cidades; R$ 1 milhão é bloqueado no Tocantins

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Tocantins, cumpriu 13 mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (30). A ação teve como alvo integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) investigados por participação no chamado “Tribunal do Crime”.
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o sequestro de R$ 1 milhão em ativos financeiros ligados aos investigados.
Os nomes dos alvos não foram divulgados.
Facção impunha punições e execuções
Segundo o Ministério Público, as investigações apontaram que o chamado “Tribunal do Crime” era responsável por julgar integrantes da facção, estabelecendo regras e aplicando punições que incluíam espancamentos, torturas e execuções.
Ainda conforme o MP, o grupo utilizava essas medidas para manter o controle territorial e disciplinar membros da organização criminosa em diferentes municípios do Tocantins.
Investigação identificou lavagem de dinheiro
Durante as apurações, o Gaeco identificou um esquema de lavagem de dinheiro utilizado para ocultar recursos obtidos com atividades criminosas.
De acordo com o Ministério Público, os valores eram movimentados por meio de diversas transferências bancárias, principalmente via Pix.
Além da atuação do chamado “Tribunal do Crime”, a investigação apura crimes relacionados ao tráfico de drogas, lavagem de capitais e organização criminosa.
Mandados foram cumpridos em cinco cidades
Os mandados foram cumpridos simultaneamente nos municípios de Araguaína, Gurupi, Guaraí, Paraíso do Tocantins e Porto Nacional.
A Operação Regresso II contou com o apoio da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal.
