Justiça toma nova decisão sobre caso Charlie Kirk e mantém pena de morte no julgamento
Magistrado puniu promotor por descumprir ordem judicial, mas decidiu manter a pena capital no processo
O juiz Tony Graf Jr., do Quarto Distrito de Utah, decidiu manter a possibilidade de pena de morte no julgamento de Tyler Robinson, de 22 anos. O magistrado anunciou a decisão nesta sexta-feira (27) ao negar o pedido da defesa para retirar a pena capital do processo.
Os advogados alegaram que o promotor adjunto do condado de Utah, Christopher Ballard, concedeu entrevistas que violaram uma ordem judicial. No entanto, Graf concluiu que a retirada da pena de morte seria desproporcional. Por isso, ele manteve a acusação como estava.
Laudo provocou debate
A controvérsia começou depois da divulgação de um laudo do Departamento de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos dos Estados Unidos (ATF).
O exame não conseguiu relacionar, de forma definitiva, um fragmento de bala encontrado na autópsia de Charlie Kirk ao rifle apreendido durante a investigação. Por outro lado, os peritos também não descartaram essa possibilidade.
Alguns veículos divulgaram que o documento inocentava Robinson. Entretanto, o juiz afirmou que essa interpretação não refletia o conteúdo do laudo.
Juiz pune promotor
Christopher Ballard conversou com jornalistas para esclarecer o resultado da perícia. Segundo Graf, parte das declarações respeitou as exceções previstas na ordem de publicidade restrita.
Ainda assim, o magistrado concluiu que o promotor extrapolou os limites ao comentar a força das provas e a presunção de inocência do acusado. Por esse motivo, Graf declarou Ballard em desacato civil.
Mesmo assim, o juiz decidiu manter a possibilidade de aplicação da pena de morte caso a Justiça condene Robinson.
Caso ocorreu durante palestra
Charlie Kirk participava de um evento da Turning Point USA no campus da Universidade Utah Valley, em Orem, quando um disparo de rifle atingiu o ativista em 10 de setembro de 2025.
Segundo a investigação, Robinson ocupou o telhado de um prédio localizado a cerca de 200 metros do palco. Em seguida, ele efetuou um disparo aproximadamente 20 minutos após o início da palestra.
As autoridades localizaram Robinson cerca de 33 horas depois na cidade de St. George. Além disso, familiares reconheceram o suspeito nas imagens divulgadas pela polícia e ajudaram os investigadores a encontrá-lo.
