Médico é indiciado após atropelamento que matou ciclista de 70 anos em Palmas (TO)

A Polícia Civil concluiu o inquérito que apurou a morte do ciclista Benedito Souza Freitas, de 70 anos, atropelado na Avenida Parque, na região sul de Palmas. Ao final das investigações, os agentes indiciaram o motorista de uma caminhonete, um médico de 41 anos, por homicídio culposo na direção de veículo automotor com agravante de omissão de socorro.
Segundo a investigação, Benedito seguia de bicicleta pela avenida quando a caminhonete atingiu a traseira do veículo. O impacto provocou ferimentos graves e o ciclista morreu ainda no local.
Perícia apontou falha do motorista
De acordo com o laudo pericial, o condutor reagiu tardiamente e trafegava em velocidade incompatível com as condições do trânsito naquele momento.
Além disso, os peritos concluíram que o acidente poderia não ter acontecido caso o médico respeitasse o limite de 60 km/h e mantivesse a atenção necessária à condução do veículo.
Condutor deixou o local após a colisão
As investigações também mostraram que o motorista chegou a parar a caminhonete logo após o atropelamento.
No entanto, ele deixou o local sem prestar auxílio à vítima. Enquanto isso, testemunhas acionaram equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros, mas os socorristas não conseguiram salvar o ciclista.
Posteriormente, policiais localizaram a caminhonete abandonada nas proximidades do Aeroporto de Palmas.
Versão apresentada à polícia
Durante depoimento, o investigado afirmou que se assustou após a colisão e acreditou inicialmente que poderia estar diante de uma tentativa de assalto.
Por esse motivo, segundo ele, deixou o local sem prestar socorro. O motorista também declarou que acionou o Samu posteriormente e negou ter consumido bebida alcoólica antes do acidente.
Entretanto, durante a perícia no veículo, os agentes encontraram um copo no interior da caminhonete e uma caixa térmica com bebidas alcoólicas na carroceria.
Caso segue para análise da Justiça
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil encaminhou o procedimento ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
Agora, caberá às autoridades avaliar as provas reunidas durante a investigação e decidir sobre os próximos passos do caso.
