Suspeito de furtar R$ 300 mil em criptomoedas é preso durante operação que desarticula laboratório de drogas em Paraíso (TO)
A Polícia Civil do Tocantins participou nesta quarta-feira (17) da Operação Carteira Vazia, ação coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal com apoio das polícias civis do Tocantins e do Maranhão. A operação tem como alvo um grupo criminoso investigado por furtar criptomoedas por meio de fraudes eletrônicas.
Em Paraíso do Tocantins, os policiais cumpriram mandado de prisão preventiva contra um homem de 26 anos apontado como um dos principais integrantes da organização criminosa.

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, os agentes encontraram um laboratório utilizado para produção de crack e cocaína destinado ao abastecimento do tráfico de drogas na região.
Drogas e equipamentos foram apreendidos
No imóvel, os policiais apreenderam mais de dois quilos de crack, porções de cocaína, aproximadamente 900 gramas de substâncias químicas utilizadas na mistura e produção dos entorpecentes, além de uma prensa hidráulica.
O suspeito foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.
Já em Porto Franco (MA), outro investigado, irmão do preso em Paraíso, também foi localizado e preso durante a operação.
Grupo aplicava golpes com plataformas falsas
Segundo as investigações, os dois irmãos integravam uma organização especializada em furtar criptomoedas por meio de um sofisticado esquema de phishing.
Os criminosos criavam sites falsos praticamente idênticos aos de plataformas legítimas de investimentos em criptomoedas.
Quando a vítima inseria seus dados de acesso, as informações eram capturadas em tempo real pelos golpistas, incluindo códigos de autenticação de segurança. Com isso, os investigados conseguiam acessar as contas e transferir os ativos digitais para carteiras controladas pelo grupo.
As apurações identificaram pelo menos cinco domínios fraudulentos utilizados no esquema.
Prejuízo pode chegar a R$ 300 mil
Até o momento, três vítimas foram identificadas. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 300 mil em criptomoedas.
A Polícia Civil informou que a identificação dos suspeitos ocorreu por meio da análise de vestígios cibernéticos e do rastreamento financeiro das movimentações realizadas pelos investigados.
Durante depoimento, o homem preso em Paraíso teria confessado que aplicava golpes envolvendo plataformas falsas de criptomoedas há cerca de dois anos. Ele também relatou que mantinha o laboratório de produção de crack em funcionamento há aproximadamente um ano.

Investigações continuam
Além das prisões, a operação resultou no bloqueio de contas bancárias, contas em fintechs e valores em criptomoedas ligados aos investigados.
Diversos equipamentos eletrônicos também foram apreendidos e serão periciados para aprofundar as investigações.
Os dois irmãos permanecerão presos e responderão por estelionato qualificado. O suspeito preso em Paraíso também responderá por tráfico de drogas.
A Polícia Civil destaca que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.
