Forças de Segurança do Tocantins deflagram 2ª edição da Operação Mulher Segura e intensificam ações de combate à violência contra a mulher
As forças de segurança do Tocantins iniciaram nesta terça-feira (2) a segunda fase da Operação Mulher Segura. O lançamento ocorreu durante uma coletiva de imprensa no Centro Integrado de Comando e Controle do Estado (CICCE), em Palmas. A iniciativa tem abrangência nacional e começou na segunda-feira (1º). Seu principal objetivo é enfrentar a violência contra a mulher e prevenir casos de feminicídio.
A operação reúne instituições estaduais e federais em uma atuação integrada. Assim, as equipes fortalecem ações de prevenção, repressão qualificada e proteção às vítimas. Além disso, a iniciativa amplia a capacidade de resposta do poder público diante de ocorrências de violência de gênero.

No Tocantins, a Secretaria da Segurança Pública (SSP-TO) coordena a operação. O órgão articula o trabalho entre as instituições participantes, monitora as ações e acompanha as ocorrências em tempo real.
Integração fortalece ações de proteção
Durante o lançamento, o secretário de Estado da Segurança Pública, Luciano Cruz, destacou que a união entre as instituições amplia a efetividade das ações.
Segundo ele, a Operação Mulher Segura reforça o compromisso do Estado com a proteção das mulheres tocantinenses. Além disso, a atuação coordenada garante mais agilidade no atendimento das ocorrências, fortalece o cumprimento das medidas legais e amplia o acolhimento às vítimas.
Da mesma forma, a secretária de Estado da Mulher, Berenice Barbosa, ressaltou a importância da atuação em rede. Conforme explicou, os canais de atendimento funcionam 24 horas por dia e registram uma demanda crescente nos municípios.
Além disso, ela destacou que delegacias especializadas, redes municipais de proteção e a rede indígena participam diretamente desse trabalho. Ao mesmo tempo, a gestora afirmou que a prevenção entre jovens e adolescentes nas escolas continua como uma das prioridades.
Por sua vez, a secretária municipal da Mulher, Chayla Félix, afirmou que a integração entre município, Estado e forças de segurança fortalece tanto as ações preventivas quanto o atendimento às vítimas.
Operação reúne diversas instituições
A força-tarefa conta com a participação da Polícia Civil do Tocantins (PCTO), Polícia Militar (PMTO), Polícia Científica, Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO), Polícia Penal, Guardas Municipais, Secretaria de Estado da Mulher, Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça (CEVID), além de órgãos da rede de proteção e demais instituições parceiras.
Enquanto isso, o secretário de Estado da Cidadania e Justiça, Hélio Marques, destacou a contribuição da Polícia Penal no enfrentamento à violência contra a mulher. Segundo ele, o sistema atua tanto na custódia quanto no acompanhamento de casos relacionados à violência doméstica.
Além disso, o monitoramento eletrônico auxilia no cumprimento das medidas judiciais e amplia a proteção das vítimas. Dessa maneira, o sistema contribui para fortalecer a rede de segurança e apoio.

Inteligência e análise de dados apoiam a operação
O diretor do Sistema Integrado de Operações (SIOP), Anderson Casé, ressaltou que a operação utiliza inteligência e análise de dados para direcionar as ações.
Segundo ele, a integração entre as instituições permite uma atuação mais estratégica e eficiente. Com isso, as equipes conseguem prevenir ocorrências e combater a violência contra a mulher com maior efetividade.
Primeira fase alcançou 48 municípios
Os resultados da primeira fase da Operação Mulher Segura demonstram a importância da continuidade das ações. Entre janeiro e 1º de junho de 2026, a iniciativa mobilizou 129 policiais e utilizou 35 viaturas, alcançando 48 municípios tocantinenses.
No eixo preventivo, as equipes realizaram 75 campanhas de conscientização e alcançaram mais de 12 mil pessoas. Dessa forma, fortaleceram a orientação à população e ampliaram a divulgação dos canais de denúncia.
Além disso, os órgãos envolvidos monitoraram 40 medidas protetivas de urgência e realizaram 65 atendimentos especializados às vítimas.
Já no campo da repressão qualificada, as forças de segurança registraram 35 prisões em flagrante por lesão corporal, 31 por ameaça, cinco por descumprimento de medida protetiva, duas por estupro, uma por tentativa de feminicídio, uma por violência psicológica e seis por outras tipificações relacionadas à violência de gênero.
Além das prisões, as equipes cumpriram mandados judiciais vinculados a esses crimes. Assim, reforçaram o combate à violência contra a mulher em diferentes regiões do Estado.
Como denunciar
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo telefone 190 em situações de emergência. Além disso, as vítimas e testemunhas podem buscar atendimento por meio do Ligue 180, canal nacional de apoio e orientação às mulheres.
Por fim, as autoridades reforçam que a participação da população é fundamental para o acionamento rápido das forças de segurança e para a proteção das vítimas.
