Fiocruz descarta ebola em exames iniciais de paciente internado no Rio

A Fundação Oswaldo Cruz informou neste domingo (31) que exames iniciais descartaram ebola em um paciente internado no Rio de Janeiro. O homem, vindo de Uganda, na África, estava sob protocolo de isolamento no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas.
Segundo a Fiocruz, o paciente deu entrada na unidade no fim da tarde de sábado (30). Ele apresentava sintomas como tosse, calafrios e diarreia. Como Uganda tem áreas com registros da doença, a equipe médica acionou o protocolo de segurança.
Paciente testou positivo para malária
Ainda no sábado, foram coletadas amostras biológicas para exames laboratoriais. Poucas horas após a internação, os testes apontaram resultado positivo para malária.
As análises iniciais feitas em amostras de saliva e urina não identificaram a presença do vírus ebola. No entanto, segundo a Agência Brasil, a amostra de sangue seguia em análise até a última atualização.
Com o diagnóstico de malária, o paciente segue recebendo atendimento médico especializado. A Fiocruz informou que o risco de transmissão de ebola no Brasil é considerado baixo.
Caso em São Paulo também é investigado
Além do caso no Rio, autoridades de saúde investigam uma suspeita em São Paulo. O paciente é um homem de 37 anos, natural da República Democrática do Congo, e está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas.
Exames apontaram meningite no paciente, mas amostras continuam em análise para ebola, conforme protocolo de segurança. Ele permanece internado em isolamento.
Surto na África mantém autoridades em alerta
A investigação ocorre em meio a um surto de ebola em países africanos. A Organização Mundial da Saúde informou que há casos confirmados na República Democrática do Congo, além de suspeitas associadas a viagens internacionais.
O ebola não é transmitido pelo ar. A contaminação ocorre por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, após o surgimento dos sintomas. Por isso, autoridades reforçam que o risco para a população brasileira segue baixo, mas os protocolos de vigilância permanecem ativos.
