Colômbia vai ao segundo turno em eleição marcada por segurança e polarização

A eleição presidencial da Colômbia seguirá para o segundo turno. Com a apuração avançada neste domingo (31), o candidato de direita Abelardo de la Espriella e o senador de esquerda Iván Cepeda aparecem como os dois nomes que disputarão a próxima etapa da corrida presidencial.
A votação definirá o sucessor do presidente Gustavo Petro, que não pode disputar a reeleição. O segundo turno está marcado para 21 de junho, já que nenhum candidato alcançou mais de 50% dos votos no primeiro turno.
Disputa coloca projetos opostos frente a frente
A eleição expõe uma forte divisão política no país. De um lado, Iván Cepeda representa a continuidade da agenda de esquerda ligada ao governo Petro. Do outro, Abelardo de la Espriella defende uma guinada conservadora, com discurso duro na segurança pública.
De la Espriella ganhou força durante a campanha com propostas de combate rígido ao crime organizado. Ele também é citado pela imprensa internacional como admirador de líderes como Donald Trump e Nayib Bukele.
Cepeda, por sua vez, promete manter políticas sociais do atual governo e defender negociações para reduzir a violência armada. A estratégia, porém, enfrenta críticas em meio ao crescimento de grupos criminosos e disputas territoriais.
Segurança é tema central da eleição
O próximo presidente herdará o desafio de enfrentar a violência armada que marca a Colômbia há décadas. Nos últimos anos, a expansão de grupos armados e o controle de áreas estratégicas aumentaram a pressão sobre o Estado.
A segurança dominou parte importante da campanha. Enquanto setores da direita defendem ações mais duras contra organizações criminosas, a esquerda argumenta que acordos e políticas sociais também são necessários para reduzir a violência.
A disputa acontece em um contexto de preocupação com regiões afetadas pelo narcotráfico, confrontos armados e deslocamento de famílias.
Resultado pode mudar rumo do país
O segundo turno será decisivo para definir se a Colômbia manterá uma agenda próxima ao governo Petro ou se adotará uma linha mais conservadora. O resultado também poderá impactar a relação do país com os Estados Unidos.
A senadora Paloma Valencia, ligada ao campo conservador, teve desempenho abaixo dos principais concorrentes e tende a ter papel importante na reorganização das forças políticas para o segundo turno.
Com o país dividido, a campanha deve se concentrar nos temas de segurança, economia, relação com Washington e futuro das políticas de paz.
