Seduc reúne gestores de escolas indígenas em formação sobre saberes ancestrais

A Secretaria de Estado da Educação do Tocantins (Seduc) realiza, entre os dias 27 e 29 de maio, em Palmas, a II Formação Continuada para Profissionais da Educação Escolar Indígena.
Com o tema “Educação que valoriza identidades, territórios e saberes ancestrais”, o encontro integra o Programa de Fortalecimento da Educação (PROFE Indígena).
Além disso, a formação reúne cerca de 300 participantes, entre diretores, coordenadores pedagógicos e técnicos das Superintendências Regionais de Educação (SREs).
Ao mesmo tempo, os profissionais representam as 96 escolas estaduais indígenas do Tocantins, responsáveis pelo atendimento aos estudantes dos oito povos indígenas do estado.
Formação valoriza línguas e culturas indígenas

Segundo a Seduc, a capacitação busca fortalecer a gestão escolar e aprimorar práticas pedagógicas nas escolas indígenas.
Além disso, a proposta incentiva uma educação diferenciada, bilíngue, intercultural e comunitária.
A iniciativa também contribui para a valorização das línguas, culturas e conhecimentos tradicionais dos povos Karajá, Javaé, Xambioá, Xerente, Krahô, Krahô-Kanela, Apinajé e Avá-Canoeiro.
Durante a abertura do evento, realizada no auditório da Universidade Federal do Tocantins (UFT), o diretor de Educação Escolar Indígena da Seduc, Amaré Gonçalves, destacou os avanços da formação.
“No ano passado, a formação contemplou todos os professores dos oito povos indígenas. Agora, trabalhamos diretamente com gestores e coordenadores pedagógicos”, afirmou.
Segundo ele, o encontro também permite a construção coletiva de estratégias para fortalecer a educação indígena no estado.
Gestores destacam fortalecimento da educação indígena

Participando pela primeira vez como diretora escolar, Vanessa Hatxu Karajá, da Escola Indígena Kasuwamri, em Tocantínia, destacou a importância da formação.
“Essa formação ajuda a compreender melhor a educação escolar indígena para colocar em prática no cotidiano da escola”, afirmou.
Além disso, Vanessa celebrou sua representatividade como uma das poucas mulheres indígenas na direção de escolas indígenas.
Enquanto isso, representantes de órgãos parceiros reforçaram a importância da construção coletiva da educação indígena no Tocantins.
A presidente do Conselho Estadual de Educação, Markes Cristiana Oliveira, ressaltou a necessidade de criar normativas específicas para as escolas indígenas.
Já o diretor de Proteção aos Indígenas da Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), Rogério Xerente, destacou o papel da escola indígena na formação das comunidades.
Programação aborda alfabetização bilíngue e inclusão

A programação segue até o dia 29 de maio com palestras, oficinas e debates.
Entre os temas discutidos estão inclusão sociopolítica, alfabetização bilíngue, Documento Curricular do Tocantins (DCT), regimento escolar e competências socioemocionais.
Além disso, os participantes debatem desafios enfrentados pelas comunidades indígenas e estratégias para fortalecer a qualidade da educação escolar indígena.
