No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, Governo do Tocantins destaca ações de incentivo à amamentação
No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, celebrado nesta quinta-feira, 21, o Governo do Tocantins reforçou as ações de incentivo à amamentação desenvolvidas no Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), em Palmas. Entre as principais práticas adotadas pela unidade está a chamada Golden Hour, considerada essencial para fortalecer o vínculo entre mãe e bebê e estimular o aleitamento materno ainda nos primeiros minutos de vida.
A Golden Hour corresponde aos primeiros 60 minutos após o nascimento do bebê. Nesse período, o contato pele a pele imediato e o início da amamentação contribuem para uma adaptação mais segura do recém-nascido ao ambiente externo. Além disso, práticas como o clampeamento oportuno do cordão umbilical fazem parte do protocolo adotado pelas equipes de saúde da maternidade. Dessa forma, o hospital busca ampliar os benefícios físicos e emocionais para mães e bebês.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, destacou o compromisso das unidades estaduais com a assistência humanizada. Segundo ele, os profissionais estão preparados para garantir um atendimento seguro e acolhedor às mães e aos recém-nascidos. Além disso, ele ressaltou que o incentivo ao aleitamento materno é uma prioridade permanente da rede estadual de saúde.
Contato pele a pele fortalece vínculo entre mãe e bebê
A recomendação médica é que o contato pele a pele seja mantido por pelo menos uma hora após o nascimento. Em partos normais, esse período costuma ser preservado integralmente. Já nas cesarianas, o tempo pode ser reduzido em razão dos procedimentos cirúrgicos e da transferência da paciente. Ainda assim, mesmo períodos menores já oferecem benefícios importantes para a saúde do bebê.
A médica pediatra Bruna Muller explicou que o contato imediato ajuda o recém-nascido na transição da vida intrauterina para o ambiente externo. Conforme a especialista, ao ser colocado no colo da mãe logo após o parto, o bebê reconhece estímulos já conhecidos, como voz, cheiro, calor e batimentos cardíacos. Com isso, há melhora na regulação da respiração, da temperatura corporal e dos batimentos cardíacos. Além do aspecto clínico, a prática fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho.
A paciente Ana Keila Lopes Soares relatou que viveu essa experiência em todos os seus partos. Segundo ela, o contato pele a pele foi decisivo para o sucesso da amamentação dos quatro filhos. Além disso, ela afirmou que o momento transmite segurança e cria uma conexão intensa entre mãe e bebê.
Mãe pela primeira vez, Débora Letícia Barbosa Costa também destacou a importância da Golden Hour. Ela contou que conseguiu amamentar o filho ainda na primeira hora de vida e recebeu apoio da equipe durante todo o processo. Além disso, afirmou ter se sentido acolhida, respeitada e segura durante o parto. Por isso, considera a experiência marcante no início da maternidade.
Dona Regina registra mais de 430 partos em março
Além das ações voltadas ao aleitamento materno, o Hospital e Maternidade Dona Regina mantém atendimento especializado na assistência materno-infantil. Em março deste ano, a unidade realizou 436 partos. Com isso, o hospital reforçou sua atuação como referência no atendimento às gestantes no Tocantins.
Do total de procedimentos, 184 foram partos normais, representando 42% dos atendimentos. Já os partos cesarianos somaram 252 casos, o equivalente a 58% dos nascimentos registrados no período. Dessa maneira, os números refletem a demanda da unidade e as necessidades clínicas de cada paciente.
Os dados também evidenciam a atuação da equipe multiprofissional e o compromisso da maternidade em oferecer assistência qualificada às gestantes. Além disso, o hospital mantém protocolos voltados ao atendimento humanizado durante todas as etapas do parto.

Maternidade oferece cursos e oficinas para gestantes
A Equipe Matricial de Humanização (EMH) do Dona Regina reúne profissionais de diferentes áreas, como fisioterapia, enfermagem, psicologia, assistência social e setor administrativo. Mensalmente, a maternidade promove atividades voltadas à preparação de gestantes e acompanhantes. Dessa forma, as famílias recebem orientações antes mesmo do nascimento do bebê.
Entre as ações estão cursos presenciais e on-line sobre preparação para o parto, além de oficinas de amamentação realizadas a cada dois meses com orientação de profissionais da fonoaudiologia e apoio da equipe de humanização. Além disso, os encontros buscam esclarecer dúvidas e fortalecer a confiança das futuras mães.
Outro serviço oferecido pela maternidade é a visita guiada à unidade. Durante a atividade, gestantes e acompanhantes conhecem a estrutura do hospital e recebem informações sobre o fluxo de atendimento. Os encontros acontecem, geralmente, às terças-feiras, mediante agendamento e com grupos reduzidos para garantir melhor acolhimento. Assim, as pacientes chegam ao momento do parto mais preparadas e seguras.
Aleitamento materno ajuda a reduzir mortalidade infantil
De acordo com o Ministério da Saúde, o leite materno é o alimento mais completo para os bebês e uma das formas mais eficientes de reduzir a mortalidade infantil. Dados do órgão apontam que a amamentação pode diminuir em até 13% as mortes de crianças menores de cinco anos.

Além disso, o aleitamento materno protege contra doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias. Também reduz os riscos de hipertensão, diabetes, colesterol alto e obesidade ao longo da vida. Ao mesmo tempo, a prática contribui para o fortalecimento do sistema imunológico da criança.
Para as mães, a amamentação também oferece benefícios à saúde. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade e complementado até os dois anos ou mais.
