Feminicídio em alta expõe urgência de leis mais duras e efetivas contra agressores

O deputado estadual Rafa Zimbaldi afirma que o aumento dos casos de feminicídio em São Paulo reforça a necessidade de leis mais duras e efetivas contra agressores. Segundo o parlamentar, ampliar a rede de atendimento às mulheres é fundamental. No entanto, ele defende que o Estado também adote mecanismos mais rigorosos de punição.
Recentemente, o governador Tarcísio Gomes de Freitas anunciou a instalação de 69 Salas DDM (Delegacias de Defesa da Mulher) no estado. Desse total, 60 unidades funcionarão em cidades do interior e nove na capital.
Feminicídio cresce e acende alerta no estado

De acordo com os dados citados por Rafa Zimbaldi, 86 casos de feminicídio foram registrados em São Paulo no primeiro trimestre de 2026. Isso representa alta de 41% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Além disso, 60 dessas mortes ocorreram em municípios do interior, o que corresponde a um aumento de 76,5%. Na prática, segundo o deputado, uma mulher foi assassinada a cada 25 horas no estado.
Projetos de lei propõem cadastro e integração entre Polícia e Justiça

Diante desse cenário, Rafa Zimbaldi é autor do Projeto de Lei 1.337/2025, que propõe a criação de um Cadastro Estadual de Agressores. A plataforma reuniria informações de condenados por crimes sexuais, feminicídio, pedofilia e outras formas de violência contra mulheres, crianças, adolescentes e idosos.
Além disso, o parlamentar apresentou o Projeto de Lei 263/2026. A proposta prevê um sistema integrado entre a Polícia e a Justiça para monitorar e combater crimes como stalking, deepfake e feminicídio.
Segundo o deputado, essas medidas podem tornar a atuação das autoridades mais rápida e eficiente. Dessa forma, a legislação deixaria de ser apenas formal e passaria a funcionar como instrumento real de proteção.
Casos recentes reforçam debate

O artigo cita episódios ocorridos em cidades como São Vicente, Campinas e São Paulo para ilustrar a gravidade da violência contra a mulher.
Para Rafa Zimbaldi, o enfrentamento do problema depende não apenas de ações institucionais, mas também do engajamento da sociedade. Por isso, ele reforça que denunciar é essencial para romper o ciclo de violência e evitar novas tragédias.
