Assalto com live e reféns: atitude de cliente ajuda a impedir crime no Tocantins

Um cliente que saiu de uma loja de celulares para acalmar o filho acabou ajudando a impedir um assalto com reféns em Araguaína, no norte do Tocantins. O caso aconteceu na tarde deste sábado (16) e terminou com dois suspeitos presos em flagrante após um cerco realizado pela Guarda Municipal.
Segundo o proprietário da loja, dois homens armados invadiram o estabelecimento e, logo em seguida, renderam funcionários, clientes e anunciaram o assalto. Durante a ação, os criminosos recolheram celulares, joias e outros pertences das vítimas.
Cliente acionou a Guarda Municipal
De acordo com o empresário, o socorro só foi possível porque um cliente estava do lado de fora da loja no momento da invasão. Isso porque ele havia saído para tentar acalmar o filho pequeno.
Ao perceber os suspeitos entrando armados no estabelecimento, o homem retirou o carro do local e tentou acionar a Polícia Militar. No entanto, como não conseguiu atendimento imediato, decidiu ligar para a Guarda Municipal de Araguaína, que chegou rapidamente ao endereço.
“Ele viu o pessoal entrando e sacando a arma. Então, tirou o carro de perto e ligou para a Guarda Municipal, que chegou em menos de cinco minutos”, relatou o proprietário.
Suspeitos fizeram transmissão ao vivo
Com a chegada das equipes, o local foi cercado e, em seguida, começaram as negociações para a liberação dos reféns.
Ainda conforme o dono da loja, os criminosos obrigaram funcionários a iniciarem uma transmissão ao vivo usando o perfil do estabelecimento nas redes sociais enquanto mantinham um dos reféns sob ameaça.
Depois da liberação de uma das vítimas, os dois suspeitos decidiram se entregar.
Caso será investigado
A Guarda Municipal informou que ninguém ficou ferido durante a ocorrência. Além disso, os suspeitos foram presos em flagrante e encaminhados para a Delegacia da Polícia Civil.
Já a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a dupla foi autuada pelo crime de roubo com restrição de liberdade das vítimas e, posteriormente, levada para a Casa de Prisão Provisória (CPP) de Araguaína.
Por fim, o caso será investigado pela 2ª Delegacia de Repressão a Roubos (DRR).
