A Polícia Civil do Tocantins promoveu, na manhã da última quinta-feira (7), uma palestra educativa para estudantes do ensino médio do Instituto Federal do Tocantins sobre bullying, cyberbullying, abuso sexual e outras formas de violência física e psicológica.
A ação ocorreu no campus de Araguaína e integrou a Operação Caminhos Seguros, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O delegado Charles Arruda, titular da 2ª Delegacia de Atendimento à Vulneráveis (DAV), conduziu a palestra a convite da direção da instituição. Além disso, esta foi a segunda ação realizada no IFTO sobre o tema. A primeira ocorreu no último dia 30 de abril.
Durante mais de uma hora, o delegado explicou de forma didática os impactos do bullying e as consequências legais para quem pratica esse tipo de violência.
Segundo a autoridade policial, o bullying passou a ter tipificação específica no Código Penal Brasileiro. Por isso, os autores podem responder criminalmente pelas condutas.
Foto: DICOM SSP TO
Além disso, Charles Arruda abordou casos de violência física, psicológica e sexual envolvendo adolescentes entre 14 e 17 anos. Ele também reforçou a importância de denunciar situações de abuso e buscar ajuda sempre que necessário.
O delegado explicou ainda como a Polícia Civil atua para identificar autores de crimes contra crianças e adolescentes e destacou os canais de denúncia disponíveis para a população.
Cyberbullying preocupa autoridades
Outro ponto discutido durante o encontro foi o crescimento dos casos de cyberbullying nas redes sociais e aplicativos de mensagens.
O delegado alertou que práticas como humilhação, intimidação e ridicularização no ambiente virtual podem gerar consequências graves para as vítimas.
Segundo ele, em situações extremas, os ataques virtuais podem desencadear automutilação, depressão severa e até suicídio.
Ao final da palestra, os estudantes fizeram perguntas sobre legislação penal, medidas de proteção e formas de denúncia.
Foto: DICOM SSP TO
Operação Caminhos Seguros
A Operação Caminhos Seguros é uma mobilização nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A iniciativa começou em maio de 2026 e intensifica ações de combate à violência sexual, abuso e exploração de crianças e adolescentes em todo o país.
Além disso, a mobilização segue até o dia 18 de maio, data que marca o Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
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