María Corina diz que não se arrepende de premiar Trump e articula retorno à Venezuela com apoio dos EUA

A líder opositora venezuelana María Corina Machado afirmou neste sábado (18), em Madri, que não se arrepende de ter presenteado Donald Trump com seu Prêmio Nobel da Paz. Na mesma entrevista, ela disse que está coordenando com o governo dos Estados Unidos seu retorno à Venezuela.
Ao defender a decisão, María Corina declarou que Trump foi o único chefe de Estado que colocou em risco a vida de cidadãos do próprio país pela liberdade da Venezuela. A fala ocorreu durante uma coletiva na capital espanhola, em meio à sua agenda política na Europa.
Sobre o retorno ao território venezuelano, a opositora afirmou que trata do assunto diretamente com Washington e classificou os Estados Unidos como peça fundamental para avançar em uma transição democrática no país.
María Corina também aproveitou a passagem por Madri para atacar o presidente da Colômbia, Gustavo Petro. Ela criticou a proposta de uma saída política que inclua Delcy Rodríguez e acusou Petro de buscar manobras para impedir eleições na Venezuela.
A declaração ocorre em um momento de forte tensão política sobre o futuro venezuelano. Petro já anunciou viagem a Caracas em 24 de abril, enquanto María Corina segue em articulações internacionais para pressionar por mudanças no país.
Em Madri, a líder opositora ainda participou de atos com apoiadores venezuelanos e manteve o discurso de defesa de uma transição democrática. A visita à Espanha também ganhou peso por causa da recusa dela em se reunir com o premiê espanhol Pedro Sánchez.
