Cachorro queimado por mecânico morre após uma semana internado em Goiás

O cachorro Rolley, vítima de um caso brutal de maus-tratos no Jardim Olímpico, em Aparecida de Goiânia, não resistiu à gravidade das lesões e morreu após uma semana internado. A confirmação do óbito foi feita na sexta-feira (17) pelo delegado Henrique Berocan, responsável pela investigação.
O animal estava internado em uma clínica veterinária da capital desde o ataque. Segundo as informações apuradas, Rolley sofreu queimaduras graves depois de ser atingido por gasolina e fogo. Apesar dos esforços no tratamento, o quadro clínico se tornou irreversível por causa da extensão dos ferimentos.
O caso resultou na prisão preventiva do mecânico Alessandro Sousa Santos. Em depoimento, ele alegou que teria agido para proteger uma criança que estava no local. No entanto, essa versão é contestada por testemunhas e por elementos reunidos durante a investigação.
Conforme os relatos, a própria criança envolvida no episódio afirmou às autoridades que o cachorro apenas pulou para brincar. Ainda segundo o depoimento, o animal não apresentou comportamento agressivo e não causou qualquer ferimento.
A morte de Rolley provocou ainda mais revolta nas redes sociais. Ativistas, protetores e internautas que acompanhavam o tratamento do cachorro passaram a cobrar justiça e punição rigorosa para o agressor.
Um dos mobilizadores da causa animal, Gustavo Santos, lamentou a morte do cachorro e destacou a comoção em torno do caso. Desde a divulgação da agressão, a mobilização ganhou força e reuniu apoio de pessoas indignadas com a violência.
Com a morte do animal, o caso ganha novo peso jurídico. O mecânico já havia sido autuado por maus-tratos a animais, mas agora a repercussão aumenta em meio à pressão por responsabilização mais severa.
O episódio também reacende o alerta sobre a violência contra animais na Região Metropolitana. Este é o segundo registro de crueldade extrema contra cães em menos de um mês, o que amplia a preocupação entre protetores e moradores.
