Israel e Líbano iniciam cessar-fogo de 10 dias e retomam negociações diretas após décadas

Entrou em vigor às 18h desta quinta-feira (16) um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano. O acordo foi mediado pelos Estados Unidos e pode ser prorrogado caso haja avanço nas negociações.
O principal objetivo é abrir espaço para um entendimento mais amplo entre os dois países. Segundo o Departamento de Estado norte-americano, as partes se comprometeram a dialogar de forma direta e buscar uma solução duradoura.
O texto do acordo destaca que as forças de segurança do Líbano terão responsabilidade exclusiva pela defesa do território. Além disso, nenhum grupo armado poderá atuar como garantidor da soberania do país.
Durante o período, o governo libanês deverá impedir ataques contra Israel por grupos não estatais, como o Hezbollah. Por outro lado, Israel se comprometeu a suspender operações militares ofensivas no território libanês.
Ainda assim, o acordo prevê que ações de autodefesa poderão ocorrer em caso de ameaças iminentes ou ataques em andamento.
Negociações diretas após décadas
Como parte do entendimento, os dois países solicitaram apoio dos Estados Unidos para facilitar negociações diretas. Entre os temas em discussão estão questões pendentes, como a demarcação da fronteira terrestre.
Autoridades israelenses confirmaram que haverá diálogo direto entre os líderes dos dois países. A expectativa é que esse contato represente um marco, já que não há conversas desse tipo há décadas.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as negociações têm como foco garantir segurança e estabilidade na região. Segundo ele, também há interesse em enfraquecer grupos armados que atuam no território libanês.
Impactos e cenário internacional
O conflito recente entre Israel e forças no Líbano vinha sendo apontado como um dos principais obstáculos para acordos mais amplos no Oriente Médio. A escalada também afetou o comércio global de energia e pressionou os preços do petróleo.
Com a trégua em vigor, a expectativa internacional é de redução das tensões. No entanto, especialistas apontam que o sucesso do acordo depende do cumprimento dos compromissos assumidos por ambas as partes.
As negociações seguem em andamento, enquanto a comunidade internacional acompanha os desdobramentos.
