Israel volta a bombardear sul do Líbano e aumenta tensão apesar de cessar-fogo

Israel voltou a bombardear o sul do Líbano neste sábado (30), em nova escalada militar na região. A ofensiva ocorre apesar de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, que segue pressionado por violações e novos confrontos entre forças israelenses e o Hezbollah.
Nos últimos dias, o Exército israelense intensificou operações aéreas e terrestres em áreas do território libanês. Israel afirma que os ataques têm como alvo estruturas e integrantes do Hezbollah, grupo aliado do Irã.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, criticou a ofensiva e classificou a situação como uma escalada perigosa. O governo do Líbano acusa Israel de ampliar a destruição no sul do país, enquanto tenta manter negociações para conter o conflito.
Ataques atingem o sul do Líbano
Na manhã deste sábado, o Exército israelense ordenou a retirada de moradores de várias localidades do sul libanês antes de novos ataques. A medida aumentou o temor entre civis que ainda permanecem na região.
O Exército do Líbano informou que um ataque israelense com drone atingiu um veículo militar perto de Nabatiyeh, no sul do país. Dois soldados ficaram gravemente feridos, segundo as autoridades libanesas.
Também foram registrados disparos de artilharia perto da fortaleza medieval de Beaufort. O avanço das operações na área aumentou a preocupação com danos ao patrimônio histórico do Líbano.
Hezbollah afirma ter atacado Israel
O Hezbollah afirmou que lançou ataques contra o norte de Israel neste sábado. O grupo também disse ter enfrentado soldados israelenses em localidades do sul do Líbano.
Segundo o Exército israelense, mais de 25 projéteis foram disparados a partir do território libanês contra Israel. Sirenes de alerta soaram em cidades do norte, em meio ao aumento da tensão na fronteira.
A troca de ataques reforça o risco de enfraquecimento do cessar-fogo. Embora o acordo continue formalmente em vigor, os confrontos têm se intensificado nos últimos dias.
Negociações tentam conter conflito
Líbano e Israel iniciaram negociações em abril, com mediação dos Estados Unidos, para tentar construir um acordo de segurança. No entanto, a situação no terreno segue instável.
Autoridades militares israelenses e libanesas participaram de uma reunião em Washington na sexta-feira (29). O encontro foi tratado como parte de uma tentativa diplomática para reduzir a escalada.
O Hezbollah se opõe às conversas diretas com Israel. Já o governo libanês defende que a negociação é o caminho menos custoso para evitar uma ampliação ainda maior do conflito.
Conflito causa mortes e deslocamentos
Desde o início da nova fase da guerra, milhares de pessoas morreram no Líbano, segundo autoridades locais. Além disso, mais de um milhão de moradores foram deslocados por causa dos ataques e ordens de evacuação.
Nos últimos dias, bombardeios israelenses atingiram dezenas de localidades no sul libanês. Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, ataques recentes deixaram mortos e feridos na região de Tiro.
A crise também preocupa organismos humanitários. A Unicef informou que crianças estão entre as vítimas da escalada, o que aumenta a pressão internacional por uma redução imediata da violência.
