MPTO lança programa “+ Digital” e institui política de uso de inteligência artificial

O Ministério Público do Tocantins lançou, nesta sexta-feira (10), o programa “MPTO + Digital”, com foco na transformação tecnológica da instituição. Além disso, o órgão instituiu diretrizes para o uso estratégico e seguro da inteligência artificial.
Durante o evento, a gestão assinou atos que criam a Política de Governança de Inteligência Artificial e a Estratégia Digital para o período de 2026 a 2028. Com isso, o MPTO reforça a prioridade dada à inovação e à modernização dos serviços.
Estrutura digital foi ampliada nos últimos anos
De acordo com o procurador-geral de Justiça, Abel Andrade Leal Júnior, o avanço resulta de um processo estruturado. Nesse sentido, a instituição investiu em infraestrutura, migrou sistemas para a nuvem e capacitou equipes.
Além disso, o órgão reorganizou sua estrutura interna para consolidar uma cultura digital. Segundo ele, essas ações aumentam a eficiência e preparam o MPTO para novos desafios tecnológicos.

Inteligência artificial atua como suporte
A abertura do evento contou com a participação de Marco Villas Boas, diretor-geral da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat). Ele destacou que a adoção da inteligência artificial tende a potencializar as atividades do Ministério Público.
Durante sua apresentação, o especialista explicou que a IA deve funcionar como apoio ao raciocínio jurídico. Ou seja, a tecnologia auxilia, mas não substitui a análise técnica e a responsabilidade humana nas decisões.
Além disso, o uso das ferramentas segue diretrizes do Conselho Nacional do Ministério Público, garantindo segurança, ética e controle institucional.

Inovação vai além da tecnologia
O evento também contou com a participação do especialista em inovação André Tamura. Durante a palestra, ele destacou que inovar não significa apenas criar algo novo.
Segundo ele, muitas vezes a inovação ocorre ao melhorar processos já existentes. Dessa forma, o serviço público se torna mais eficiente e alinhado às necessidades da população.
Além disso, Tamura ressaltou que toda inovação deve gerar valor direto ao cidadão.
Ferramentas agilizam o trabalho interno
Entre as soluções apresentadas, a inteligência artificial “Maia” se destaca por acelerar a análise de processos. A ferramenta consegue ler e resumir documentos extensos em poucos minutos, o que facilita o trabalho dos promotores.
Além disso, o novo sistema de peticionamento extrajudicial permite o envio automático de documentos ao Judiciário. Com isso, os servidores reduzem etapas manuais e ganham agilidade no início dos processos.

Tecnologia reforça combate à violência doméstica
Outra ferramenta importante é a “Amália”, desenvolvida para acompanhar casos de violência contra a mulher. O sistema organiza automaticamente informações sobre medidas protetivas e facilita o envio de dados aos órgãos de fiscalização.
Dessa forma, a equipe consegue focar mais na proteção das vítimas e menos em tarefas burocráticas.
Serviços também avançam no ambiente digital
A modernização também alcançou os serviços administrativos. Agora, integrantes do MPTO podem prestar contas de viagens diretamente pelo WhatsApp.
Além disso, o órgão criou o Banco de Prompts, um ambiente interno para compartilhar comandos e boas práticas no uso de inteligência artificial. Com isso, a instituição estimula a troca de conhecimento e fortalece a cultura de inovação.

