Picadas de cobra no Tocantins passam de 1,5 mil casos; veja dados e como se proteger

Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins. Segundo o levantamento, o aumento está ligado ao maior contato entre pessoas e animais silvestres.
Em 2024, foram 723 casos. Já em 2025, o número chegou a 670 registros. Agora, em 2026, os dados seguem em crescimento.
Casos chamam atenção
Entre as vítimas, está o menino Asafe Pereira de Sousa, de 6 anos. Ele foi picado por uma serpente da espécie jararaca.
O ataque ocorreu na chácara da família. Por causa da gravidade, a criança ficou internada por 11 dias. Segundo a família, a recuperação foi considerada um milagre.
Atendimento especializado
Parte dos atendimentos ocorre no Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins, em Araguaína.
Em 2025, a unidade atendeu 75 vítimas. De acordo com a médica Alexsandra Rossi, a maioria dos casos envolve serpentes do tipo botrópico.
Entre elas, estão jararaca, jararacuçu, urutu, cotiara e cruzeira. Além disso, também há registros de acidentes com cascavel e corais verdadeiras.
A médica explica que os casos ocorrem principalmente com adultos jovens. Em geral, as vítimas têm entre 20 e 40 anos.
Perfil das vítimas
Dos 1.593 casos registrados, 1.205 vítimas são homens. Enquanto isso, 388 são mulheres.
A faixa etária mais atingida vai de 35 a 49 anos, com 400 casos. Em seguida, aparecem pessoas entre 20 e 34 anos, com 342 registros.
Além disso, também há ocorrências entre crianças e idosos, o que reforça a necessidade de atenção em todas as idades.
Orientações em caso de picada
Especialistas reforçam a importância do atendimento rápido. Isso porque o uso precoce do soro antiofídico reduz o risco de complicações.
Além disso, a vítima deve permanecer calma e evitar práticas caseiras. Por outro lado, a hidratação é recomendada, desde que a pessoa esteja consciente.
Se possível, a identificação da serpente pode ajudar. No entanto, ninguém deve se expor a riscos para isso.
Importância ambiental
As serpentes não veem humanos como presas. No entanto, podem atacar quando se sentem ameaçadas.
A veterinária Jenniffer Rodrigues Fernandes explica que esses animais têm papel essencial no equilíbrio ambiental.
Segundo ela, as serpentes ajudam no controle de roedores. Por isso, devem ser respeitadas e manejadas corretamente.
Dicas de segurança
Em áreas de mata, mantenha distância mínima de dois metros. Além disso, evite movimentos bruscos e permita que o animal siga seu caminho.
Ao circular em áreas rurais, use botas e caneleiras. Dessa forma, é possível reduzir o risco de acidentes.
Caso encontre um ninho, não se aproxime. Também é importante não tocar nos filhotes.
Se a serpente entrar em casa, isole o local. Em seguida, retire pessoas e animais e acione o resgate.
Por fim, órgãos como o Corpo de Bombeiros e a Polícia Ambiental devem ser acionados. Assim, garantem a remoção segura do animal.
