Piscicultura avança no Tocantins e governo mira novos mercados e estrutura

O Governo do Tocantins realizou, nesta terça-feira (31), a 43ª reunião da Câmara Setorial de Piscicultura. O encontro, organizado pela Secretaria da Pesca e Aquicultura, reuniu representantes do setor produtivo, instituições de pesquisa e órgãos públicos.
Além disso, a reunião ocorreu em formato híbrido e reforçou o modelo de governança compartilhada. Dessa forma, o grupo mantém um espaço técnico para discutir soluções e impulsionar o desenvolvimento da piscicultura no estado.
O secretário Rodrigo Ayres participou do encontro ao lado de representantes da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Tocantins e da Embrapa Pesca e Aquicultura.
Estratégia mira produção, mercado e organização
Durante a reunião, os participantes discutiram desafios antigos e novas oportunidades. Entre os principais pontos, destacaram a necessidade de ampliar o consumo interno e abrir novos mercados.
Segundo o secretário, o Estado avança em três frentes principais: ambiente normativo, infraestrutura e organização da cadeia produtiva.
No campo institucional, o projeto de lei da política sustentável da pesca já avançou na Assembleia Legislativa. A proposta recebeu aprovação na Comissão de Constituição e Justiça, com articulação do deputado Léo Barbosa.

Infraestrutura ganha reforço com frigorífico e escola
Além disso, o governo decidiu implantar um frigorífico de pescado durante a Agrotins. A medida deve resolver um dos principais gargalos do setor: o processamento e a agregação de valor à produção.
Ao mesmo tempo, o Estado vai redirecionar recursos da Sudam para construir uma escola de formação de piscicultores. A unidade funcionará na sede da Embrapa, em Palmas, e deve ampliar a capacitação técnica dos produtores.
Outro avanço importante envolve a criação de uma cooperativa em Guaraí e a instalação futura de uma fábrica de ração. Com isso, o setor busca reduzir custos e aumentar a competitividade.
Produção cresce e acende alerta para importações
Os dados mais recentes mostram crescimento de 12,7% na produção aquícola do estado, que chegou a 20.400 toneladas, segundo a Peixe BR.
Por outro lado, o setor acompanha com atenção a importação de tilápia do Vietnã. Nesse sentido, os participantes propuseram uma agenda institucional para avaliar impactos sanitários e econômicos.
A preocupação central envolve a concorrência com produtores locais e possíveis riscos à segurança alimentar.

Integração vira chave para o futuro
A Câmara Setorial, formada por 26 instituições, segue como espaço estratégico de articulação. Assim, governo, produtores e pesquisadores alinham ações para aumentar a produção com sustentabilidade.
Por fim, o encontro reforçou que o Tocantins já possui grande potencial produtivo. No entanto, o avanço depende de coordenação, escala e execução.
Com isso, o Estado busca se consolidar como referência nacional na produção sustentável de pescado.
