Estudo revela origem das esponjas marinhas e ajuda a explicar mistério evolutivo na Terra

Na Terra, as esponjas marinhas estão entre os organismos mais antigos já conhecidos. No entanto, por décadas, cientistas enfrentaram dúvidas sobre quando e como esses animais surgiram.
Agora, um novo estudo trouxe pistas importantes. Pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, analisaram fósseis microscópicos e estruturas celulares preservadas em rochas antigas.
Os resultados indicam que as primeiras esponjas marinhas tinham corpos extremamente macios. Por isso, elas não possuíam esqueletos rígidos capazes de se fossilizar facilmente.
Estudo analisou rochas antigas
Os cientistas examinaram rochas com mais de 600 milhões de anos. Esse período antecede a explosão Cambriana, fase em que a vida animal começou a se diversificar.
Durante a análise, a equipe identificou microestruturas compatíveis com a anatomia de esponjas primitivas.
Além disso, sinais químicos presentes nas rochas indicam compostos produzidos por organismos semelhantes às esponjas marinhas.
Essas evidências ajudam os pesquisadores a identificar espécies antigas, mesmo quando não existem fósseis completos.
Importância das esponjas para a ciência
As esponjas fazem parte do grupo Porifera, considerado um dos mais antigos da evolução animal.
Esses organismos vivem principalmente nos oceanos e possuem estruturas simples, sem órgãos complexos.
Apesar disso, as esponjas marinhas desempenham papel essencial no equilíbrio dos ecossistemas. Elas filtram grandes volumes de água e ajudam a manter a qualidade do ambiente marinho.
Além disso, estudar essas espécies permite entender melhor como surgiram os primeiros animais multicelulares.
Descoberta muda visão sobre evolução
Durante anos, cientistas acreditavam que as esponjas surgiram mais tarde na história da vida.
No entanto, o novo estudo sugere que esses organismos podem ter aparecido centenas de milhões de anos antes do que se pensava.
Assim, a descoberta ajuda a preencher lacunas importantes no registro fóssil.
Ela também reforça a ideia de que os primeiros animais eram organismos simples e de corpo mole, semelhantes às esponjas marinhas atuais.
