Veja como a polícia chegou à prisão de fazendeiro suspeito de mandar matar rival em Miranorte TO
A Polícia Civil do Tocantins revelou detalhes da investigação que levou à prisão de fazendeiro suspeito de mandar matar rival em Miranorte TO. O crime teve como vítima o produtor rural José Geraldo Oliveira Fonseca, conhecido como Geraldo do Abacaxi, morto a tiros em setembro de 2024.
A operação policial foi realizada em três estados e resultou na prisão de quatro pessoas suspeitas de envolvimento no planejamento do homicídio.
Como a polícia chegou à prisão de fazendeiro suspeito de mandar matar rival em Miranorte TO.

Segundo a Polícia Civil, o caso começou a ser esclarecido após a análise de provas, depoimentos e movimentações financeiras ligadas aos investigados.
As investigações apontaram que o fazendeiro suspeito de mandar matar rival em Miranorte TO teria planejado o crime por causa de rivalidade comercial no setor de produção de abacaxi, além de desentendimentos pessoais com a vítima.
Durante as apurações, os investigadores também identificaram a participação de outras pessoas que teriam atuado como intermediários no planejamento e na logística do crime.
Entre os investigados estão:
– R.C.S., apontado como o suposto mandante;
– A.R.B., funcionário ligado ao investigado;
– R.F.;
– D.A.S..
De acordo com a polícia, o grupo teria atuado na intermediação de pagamentos aos executores do crime em datas próximas ao homicídio.
Crime ocorreu em pizzaria em Miranorte
O produtor rural foi assassinado no dia 7 de setembro de 2024, enquanto jantava com a família em uma pizzaria no centro de Miranorte, no Tocantins.
O caso causou grande repercussão na região, já que a vítima era conhecida no setor agrícola local.
Dois homens apontados como pistoleiros foram localizados em Maceió (AL) e morreram após confronto com a polícia durante a operação.
Operação ocorreu em três estados
A ação policial para prender o fazendeiro suspeito de mandar matar rival em Miranorte TO e outros envolvidos foi realizada simultaneamente em diferentes estados, após meses de investigação conduzida pela Polícia Civil.
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, também foram feitas buscas e apreensões em endereços ligados aos investigados.

Armas apreendidas durante a operação
Em um dos endereços alvo da operação, um policial militar da reserva foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo.
Três armas foram apreendidas no local. Após os procedimentos, foi arbitrada fiança de R$ 1.621, e o militar foi liberado, permanecendo investigado.
A Polícia Militar do Tocantins informou que, até o momento, não há confirmação oficial de ligação direta do militar com o homicídio.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar se há outros envolvidos no caso e esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime.
Íntegra da nota de R.C.S. e A.R.B.
A defesa de R.C.S. e A.R.B. informa que, até o momento, não teve acesso integral aos autos do procedimento, o que impede uma análise detalhada dos fatos e dos elementos que teriam fundamentado a medida de prisão.
Segundo os advogados, o acesso aos autos é uma prerrogativa fundamental da advocacia, indispensável para o pleno exercício do direito de defesa e para a garantia do devido processo legal.
A defesa afirma que adotará todas as medidas jurídicas necessárias para obter acesso ao processo e realizar a análise técnica do caso. Também destaca que todo investigado ou acusado possui direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório, razão pela qual conclusões antecipadas devem ser evitadas até o esclarecimento completo dos fatos.
Íntegra da nota de R.F.
A defesa de R.F. afirmou que, neste momento, prioriza a análise técnica e completa dos autos antes de se manifestar sobre o mérito das suspeitas.
Os advogados ressaltam que o exame detalhado das provas e das decisões judiciais é fundamental para a elaboração de uma defesa técnica eficaz. Segundo a nota, qualquer manifestação precipitada poderia comprometer tanto a estratégia defensiva quanto o andamento das investigações.
A defesa informou ainda que, após ter acesso integral às diligências, prisões efetuadas e mandados cumpridos, tomará as medidas necessárias para garantir os direitos e as garantias fundamentais do investigado.
Os advogados afirmam que irão demonstrar a ausência de envolvimento do cliente com os fatos investigados, sempre com base no devido processo legal e na presunção de inocência.
Nota da Polícia Militar
A Polícia Militar do Tocantins (PMTO) informou que, na manhã de terça-feira (10), durante o cumprimento de mandados judiciais relacionados à investigação do homicídio do produtor rural José Geraldo Oliveira Fonseca, ocorrido em setembro de 2024 em Miranorte, um policial militar da reserva remunerada foi conduzido pela Polícia Civil.
Durante as diligências foram encontradas armas de fogo em situação irregular. O caso resultou na prisão em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido, conforme o artigo 12 da Lei nº 10.826/2003.
Após os procedimentos na 10ª Central de Atendimento da Polícia Civil, em Miracema do Tocantins, foi arbitrada fiança e o conduzido foi liberado, permanecendo o caso sob investigação.
A PM informou ainda que o militar está na condição de reserva remunerada e não exerce atividade operacional na corporação. Até o momento, não há confirmação oficial de ligação direta dele com os demais investigados no caso.
A Polícia Militar do Tocantins reforçou que segue à disposição para colaborar com as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
