Chuvas na Zona da Mata Minas Gerais 2026: 72 mortos e R$ 266 milhões liberados para reconstrução

A tragédia provocada pelas chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais em 2026 entrou para a história. Especialistas já classificam o episódio como um dos piores desastres climáticos do Brasil na última década.
Os temporais começaram no dia 23 de fevereiro. Desde então, chuvas intensas atingiram cidades importantes da região, entre elas Juiz de Fora e Ubá.
Como consequência, deslizamentos de encostas, alagamentos e desabamentos atingiram diversos bairros. Assim, áreas inteiras se transformaram em zonas de calamidade.
72 mortos e milhares de desalojados
O desastre deixou 72 mortos. As autoridades encaminharam os corpos ao Instituto Médico Legal de Juiz de Fora e ao Instituto Médico Legal de Ubá.
As equipes de resgate trabalharam durante dias nas áreas atingidas. Por fim, os bombeiros localizaram o último desaparecido. A vítima foi o menino Pietro, de 9 anos, encontrado no bairro Paineiras, em Juiz de Fora.
Além das perdas humanas, o impacto social também foi grande. Mais de 5.500 pessoas perderam suas casas ou precisaram deixá-las. Enquanto isso, centenas de famílias buscaram abrigo emergencial em estruturas públicas.
Além disso, especialistas registraram um dado impressionante. Fevereiro de 2026 terminou como o mês mais chuvoso da história de Juiz de Fora. O volume de chuva ficou mais de quatro vezes acima da média mensal.
Governo federal libera recursos emergenciais
Diante da gravidade da situação, o governo federal anunciou medidas emergenciais. Uma medida provisória liberou R$ 266,5 milhões para ações de socorro e reconstrução.
Os recursos foram destinados ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. O objetivo é apoiar municípios afetados e ajudar famílias que perderam casas e bens.
Além disso, outra medida provisória ampliou o acesso a financiamentos para empresas da região. Dessa forma, comerciantes e empreendedores poderão reconstruir seus negócios.
Kit Recomeço e apoio às famílias
Ao mesmo tempo, o governo de Minas Gerais iniciou a distribuição de ajuda humanitária. A assistência chegou a aproximadamente 15 mil pessoas.
Grande parte desse apoio foi destinada aos municípios da Zona da Mata. O chamado Kit Recomeço incluiu cestas básicas, lonas, telhas e materiais essenciais para reconstrução.
Além disso, o estado antecipou parcelas do Piso Mineiro de Assistência Social. Com essa medida, as prefeituras conseguiram ampliar o atendimento às famílias afetadas.
Enquanto as cidades ainda contabilizam prejuízos, especialistas reforçam um alerta importante: eventos climáticos extremos tendem a se tornar mais frequentes. Portanto, planejamento urbano e prevenção passam a ser peças-chave para evitar novas tragédias.
