Coletivo denuncia racismo após estudante ter nariz fraturado em escola de Dianópolis TO
O Coletivo Enegrecer Tocantins denunciou um caso de racismo e violência física ocorrido no Colégio João D’Abreu, em Dianópolis. Segundo o movimento, um estudante negro de 12 anos sofreu uma agressão que resultou na fratura do nariz no dia 4 de março.
De acordo com o coletivo, o adolescente já enfrentava ataques racistas e violência psicológica dentro da escola. Além disso, familiares e responsáveis informaram a direção da unidade sobre os episódios antes da agressão.
Mesmo assim, segundo a denúncia, a gestão da escola não tomou medidas para impedir a continuidade das agressões. Como consequência, um novo ataque ocorreu e provocou a fratura no nariz do estudante.
Movimento cobra reparação e atendimento médico
Diante da gravidade do caso, o coletivo intensificou a mobilização junto ao poder público. O grupo defende que o Estado reconheça a responsabilidade pelo ocorrido.
Entre as reivindicações, o movimento exige o custeio integral da cirurgia e do tratamento pós-operatório do adolescente, além da reparação pelos danos físicos e materiais sofridos pela vítima.
Além disso, o coletivo afirma que a escola teria se recusado a acionar uma ambulância mesmo diante da gravidade da lesão. Por isso, o movimento afirma que o episódio não pode ser tratado como uma simples briga escolar.
Segundo a entidade, o caso caracteriza violência motivada por racismo.
Denúncias foram encaminhadas a órgãos estaduais
Para ampliar a apuração do caso, o coletivo enviou denúncias formais a diversos órgãos públicos.
Entre eles estão a Secretaria da Educação do Tocantins (Seduc), a Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais do Tocantins (Sepot), o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial do Tocantins (CEPIR-TO) e o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Tocantins (Cedca).
De acordo com o movimento, esses órgãos devem apurar a conduta de gestores da unidade escolar por possível omissão e prevaricação.
Além disso, o coletivo cobra a criação de protocolos de combate ao racismo em toda a rede pública de ensino do Tocantins.
Expulsão do agressor não encerra o caso
Em nota pública, o coletivo informou que mantém diálogo constante com a família do estudante. No entanto, o grupo considera que a expulsão do agressor não resolve o problema.
Segundo o movimento, a medida tem caráter paliativo e insuficiente diante da gravidade do episódio.
Por isso, a entidade afirma que continuará acompanhando o caso. Além disso, o coletivo alerta que poderá adotar novas medidas caso as autoridades não apresentem respostas efetivas.
Para o grupo, o episódio reforça a necessidade de ações concretas de combate ao racismo e de proteção aos estudantes negros nas escolas do Tocantins.
