Insegurança tem tornado 7 em cada 10 mulheres brasileiras mais ansiosas e alertas constantemente
A sensação de vulnerabilidade diante de furtos, roubos e episódios de violência tem impactado diretamente o cotidiano das mulheres brasileiras. Um estudo recente divulgado pela Verisure indica que 7 em cada 10 mulheres afirmam se sentir mais ansiosas ou em estado frequente de alerta por medo da violência.
Além disso, o levantamento aponta que essa preocupação ultrapassa momentos pontuais e passa a interferir na saúde física e emocional das entrevistadas. Como resultado, muitas participantes relataram consequências como cansaço mental (47,9%), dificuldade para dormir (34,9%) e estresse constante (66,4%). Dessa forma, a percepção de risco acaba comprometendo o bem-estar e a qualidade de vida.

A pesquisa ouviu 300 mulheres de diferentes estados brasileiros. Ao mesmo tempo, buscou entender de que maneira esses receios influenciam hábitos e decisões no dia a dia, tanto dentro quanto fora de casa.
Violência está entre as principais preocupações no país
Esse cenário acompanha uma preocupação crescente da população com a criminalidade. Um estudo recente do Ipsos apontou que crime e violência estão entre as principais preocupações dos brasileiros, à frente de temas como corrupção e saúde.
No caso das mulheres, porém, o impacto tende a ser ainda mais profundo. De acordo com o levantamento da Verisure, 70,5% das entrevistadas afirmaram ter medo constante de roubos e furtos. Além disso, 64,7% temem sofrer violência física e o mesmo percentual relatou preocupação com invasões domiciliares.
A comparação com respostas masculinas evidencia essa diferença. Entre os homens, por exemplo, 42,7% demonstraram medo de roubos e furtos. Já 58,1% relataram receio de invasão de residência, índices inferiores aos registrados entre as mulheres.
Efeitos na saúde emocional
Mais do que um temor momentâneo, a sensação de insegurança tem reflexos diretos na saúde emocional. Nesse sentido, cerca de 7 em cada 10 entrevistadas afirmaram que o medo ampliou o nível de estresse ou a sensação constante de alerta.
Além disso, 47,9% relataram cansaço mental. Da mesma forma, 34,9% disseram enfrentar dificuldades para dormir, muitas vezes motivadas por barulhos suspeitos ou pela preocupação com possíveis riscos à residência.
Mudanças na rotina e no comportamento
A pesquisa também identificou que o medo da violência tem provocado mudanças concretas na rotina das mulheres. Em outras palavras, muitas decisões do dia a dia passaram a ser influenciadas pela preocupação com segurança.
No campo da mobilidade e do lazer, 70,5% das entrevistadas disseram evitar sair de casa à noite. Além disso, 55,4% afirmaram deixar de retornar para casa em determinados horários por receio de violência.
Dentro do ambiente doméstico, algumas decisões também são influenciadas pela sensação de insegurança. Por exemplo, evitar deixar crianças ou idosos sozinhos em casa foi citado por 37,6% das participantes. Da mesma forma, 40,4% disseram evitar atender à porta em determinadas circunstâncias.
Além disso, parte das entrevistadas afirmou evitar viagens ou longos períodos fora da residência (29,7%). Outra preocupação mencionada foi não deixar animais de estimação sozinhos por muito tempo (22,2%).
Assim, essas medidas mostram como a sensação de risco pode alterar comportamentos cotidianos e restringir atividades consideradas comuns.

Práticas e soluções para se sentir protegida
Diante desse cenário, muitas mulheres têm adotado medidas práticas para aumentar a sensação de segurança. Entre as atitudes mais comuns está evitar deixar objetos de valor visíveis, comportamento adotado por 67,4% das entrevistadas.
Além disso, 59,9% afirmaram alterar rotas ou trajetos no dia a dia. Da mesma forma, 55,8% disseram manter contato frequente com familiares ou vizinhos como forma de prevenção.
Quando o assunto é tecnologia, a adesão também se mostra significativa. Segundo a pesquisa, 47,2% das entrevistadas já utilizam soluções de monitoramento e segurança eletrônica, como câmeras, sensores e alarmes.
Ao mesmo tempo, outras 32,5% demonstraram interesse em adotar esse tipo de recurso futuramente, buscando ampliar a proteção do ambiente doméstico.
Entre os dispositivos considerados mais eficazes para aumentar a sensação de segurança estão as câmeras de vigilância, citadas por 84,5% das participantes. Em seguida aparecem as fechaduras digitais ou leitores de chave (60,6%).
Além disso, sensores e detectores de arrombamento foram mencionados por 57,8% das entrevistadas. Por fim, sirenes ou dispositivos sonoros aparecem em 50% das respostas.
Nesse contexto, o resultado acompanha a expansão do setor de segurança eletrônica. Além disso, destaca como tecnologias de monitoramento contínuo são vistas como aliadas na proteção do lar.
Metodologia da pesquisa
Para compreender os impactos da insegurança na saúde, no bem-estar e na rotina das brasileiras, a pesquisa entrevistou 300 mulheres adultas, com mais de 18 anos, residentes em diferentes regiões do Brasil e conectadas à internet.
O estudo apresentou índice de confiabilidade de 95% e margem de erro de 3,3 pontos percentuais. Ao todo, as participantes responderam oito perguntas sobre seus principais medos no dia a dia, os impactos dessas preocupações na rotina e as estratégias utilizadas para reduzir riscos.
Sobre a Verisure
A Verisure é uma empresa global especializada em monitoramento e segurança eletrônica. A companhia oferece soluções como alarmes monitorados, câmeras de vigilância, sensores e sistemas integrados com central de monitoramento 24 horas.
Com mais de 30 anos de atuação, a empresa atende cerca de 6 milhões de clientes em 17 países. Dessa forma, a companhia busca ampliar a proteção de residências e estabelecimentos comerciais por meio de tecnologia e serviços especializados.
