HDT-UFNT recebe novos residentes e médicos angolanos para formação especializada no SUS

O Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), iniciou nesta segunda-feira (02) um novo ciclo de formação médica. Ao todo, a unidade recepcionou nove residentes brasileiros e dois médicos angolanos.
Os profissionais ingressaram nos programas de Clínica Médica, Infectologia, Medicina de Família e Comunidade, Medicina Intensiva e Pediatria. Além disso, dois médicos de Angola iniciaram formação complementar em Clínica Médica e Infectologia. A recepção ocorreu no auditório do hospital e marcou o início das atividades.
Segundo a chefe do Setor de Gestão do Ensino, Roberta Kelly Ferreira, o hospital tem papel central na formação de especialistas. De acordo com ela, os residentes têm contato direto com casos complexos e doenças raras. Também atuam no cuidado de pacientes imunossuprimidos.
Além disso, participam de decisões clínicas em situações críticas. Eles integram discussões multidisciplinares e contam com supervisão constante. A rotina inclui atividades em enfermarias e ambulatórios. Dessa forma, os profissionais desenvolvem autonomia de maneira progressiva.
O coordenador da Comissão de Residência Médica, Márcio Miranda Brito, afirma que a residência médica continua como principal modelo de pós-graduação na área. Segundo ele, o programa une teoria e prática assistencial diária. Por isso, oferece formação mais completa e carga horária ampliada.
Desde 2020, o ingresso ocorre por meio do Exame Nacional de Residência (Enare). A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares aplica a prova, em parceria com o Ministério da Educação. Na edição mais recente, o exame ofertou 11.329 vagas. Ao todo, 138.974 profissionais se inscreveram.
Estrutura e novas especialidades
Atualmente, o HDT oferece sete programas de Residência Médica. As vagas contemplam Clínica Médica, Infectologia, Medicina de Família e Comunidade, Oftalmologia, Pediatria, Medicina Intensiva Pediátrica e Medicina Intensiva. Recentemente, o hospital recebeu autorização para implantar residências em Nefrologia e Neonatologia.
A médica Marina Lopes, que ingressou na Pediatria, destacou a importância da oportunidade. Segundo ela, a escolha pela área surgiu ainda antes da graduação, quando atuava com assistência social voltada a crianças. Agora, a expectativa é ampliar conhecimentos e fortalecer o trabalho em equipe.
Cooperação internacional com Angola
O hospital também participa do Programa de Formação de Recursos Humanos em Saúde Brasil–Angola. A iniciativa é coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação Internacional, ligada ao Ministério das Relações Exteriores. O objetivo é fortalecer o sistema de saúde angolano.
No HDT, os médicos estrangeiros participam da modalidade fellowship. O modelo combina prática assistencial, pesquisa e atividades de ensino. Para o médico angolano Jairo Feliciano, a experiência permitirá ampliar conhecimentos em doenças tropicais. Posteriormente, ele pretende aplicar o aprendizado em seu país.
A programação de boas-vindas segue até esta terça-feira (03). Nesse período, a direção apresenta as rotinas do hospital e orienta os profissionais sobre direitos e deveres. Além disso, reforça os pilares da instituição: ensino, pesquisa e assistência.
