Ivete Sangalo relata desmaio por síndrome vasovagal; entenda causas e sintomas
A cantora Ivete Sangalo precisou de atendimento médico após sofrer um desmaio em casa. Segundo a artista, o episódio foi provocado por uma síndrome vasovagal associada à desidratação causada por um quadro de diarreia.
“Os médicos chegaram à conclusão que tive um vasovagal. Um desmaio, no meu caso, por causa da desidratação que tive em função de uma superdiarreia”, explicou.

O que é síndrome vasovagal?
A síndrome vasovagal é a causa mais comum de desmaio. Ela ocorre quando o organismo reage de forma intensa a determinados estímulos, provocando queda súbita da pressão arterial e da frequência cardíaca. Com isso, há redução temporária do fluxo de sangue para o cérebro, levando à perda de consciência.
De acordo com o neurologista Dr. Tiago de Paula, membro da International Headache Society (IHS) e da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC), o fenômeno está ligado à ativação excessiva do nervo vago, responsável por regular funções automáticas do corpo, como batimentos cardíacos e pressão arterial.
Fatores desencadeantes
Diversas situações podem provocar a síndrome vasovagal, como:
– Permanecer muito tempo em pé
– Calor excessivo
– Emoções intensas
– Dor forte
– Jejum prolongado
– Desidratação
– Visão de sangue
Algumas pessoas apresentam maior predisposição ao quadro.
Sintomas e o que fazer
Antes do desmaio, é comum surgirem sinais como tontura, suor frio, náusea, palidez, visão turva ou escurecida e fraqueza.
Ao perceber o mal-estar, a recomendação é sentar ou deitar imediatamente. Se estiver sentado, inclinar a cabeça entre as pernas pode ajudar. Caso consiga deitar, elevar as pernas favorece o retorno do sangue ao cérebro. Manter a calma e hidratar-se também são medidas importantes.
Quando procurar atendimento
Embora a síndrome vasovagal não seja considerada grave na maioria dos casos, é importante procurar avaliação médica após episódios de desmaio. Exames como eletrocardiograma e holter podem ser solicitados para descartar arritmias ou problemas cardíacos.
O acompanhamento prolongado é indicado apenas quando há suspeita de alterações cardíacas, disautonomia secundária ou doenças neurológicas associadas.
