Taxa de desemprego atinge 5,1% e registra menor nível desde 2012 aponta IBGE
A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,1% no quarto trimestre de 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, o índice ficou abaixo dos 5,6% registrados no trimestre anterior e 1,1 ponto percentual menor que no mesmo período de 2024, quando era de 6,2%.
Com isso, o mercado de trabalho brasileiro mantém trajetória de recuperação. No entanto, apesar da melhora geral, os dados revelam desigualdades importantes entre estados, gênero, raça e nível de escolaridade.
Diferença no desemprego entre homens e mulheres
Os números mostram que ainda há desigualdade de gênero no acesso ao mercado de trabalho. Enquanto a taxa entre homens foi de 4,2%, entre mulheres chegou a 6,2%. Portanto, mesmo com a queda geral da desocupação, elas continuam enfrentando mais dificuldades para conseguir emprego.
Além disso, quando o recorte é feito por cor ou raça, apenas pessoas brancas registraram taxa abaixo da média nacional (4%). Por outro lado, pessoas pretas (6,1%) e pardas (5,9%) ficaram acima dos 5,1% nacionais.
O nível de instrução também impacta diretamente as chances de inserção no mercado de trabalho. Veja os dados:
Ensino superior completo: 2,7%
Superior incompleto: 5,6%
Ensino médio incompleto: 8,7%
Ou seja, quanto maior a escolaridade, menor a taxa de desemprego. Dessa forma, os dados reforçam a importância da qualificação profissional.
Desigualdades regionais no mercado de trabalho
A taxa de subutilização da força de trabalho foi de 13,4% no país. Entretanto, houve forte variação entre os estados. O maior índice foi registrado no Piauí (27,8%). Em contrapartida, o menor apareceu em Santa Catarina (4,4%).
Além disso:
O Maranhão teve a maior taxa de desalento (9,1%), enquanto Santa Catarina registrou a menor (0,3%).
A informalidade no Brasil foi de 37,6%, sendo maior no Maranhão (57,3%) e menor em Santa Catarina (25,7%).
Entre trabalhadores com carteira assinada no setor privado, o destaque positivo foi novamente Santa Catarina (86,3%), enquanto o menor percentual foi observado no Maranhão (52,5%).
Portanto, embora o cenário nacional seja positivo, as disparidades regionais ainda são expressivas.
No resultado anual, a taxa de desemprego caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. Além disso, 20 estados registraram o menor nível de desemprego de toda a série.
As maiores taxas anuais foram registradas no Piauí (9,3%), na Bahia e em Pernambuco (8,7%) e no Amazonas (8,4%).
Por outro lado, os menores índices foram observados em Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%).
Em 2025, o rendimento médio anual habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.560. O maior valor foi registrado no Distrito Federal (R$ 6.320), seguido por São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177).
Já os menores rendimentos médios foram verificados no Maranhão (R$ 2.228), na Bahia (R$ 2.284) e no Ceará (R$ 2.394).
Além disso, no quarto trimestre de 2025, o rendimento médio mensal foi de R$ 3.613, valor superior ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2024. Consequentemente, a massa de rendimentos chegou a R$ 367,6 bilhões, reforçando o avanço da renda no país.
Estados onde o desemprego caiu no trimestre
Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, a taxa de desemprego caiu em:
São Paulo
Rio de Janeiro
Pernambuco
Distrito Federal
Paraíba
Ceará
Nas demais unidades da federação, o indicador permaneceu estável.
Em resumo, os dados do IBGE mostram que o desemprego no Brasil atingiu um dos menores níveis da série histórica. Contudo, apesar da melhora consistente, persistem desigualdades regionais, de gênero, raça e escolaridade. Portanto, os números indicam avanço econômico, mas também reforçam a necessidade de políticas voltadas à redução das disparidades no mercado de trabalho.
