PM suspeito de violência doméstica após cobrança de dívida em Palmas recebe R$ 19 mil por mês
Um segundo-tenente da Polícia Militar do Tocantins é suspeito de agredir a ex-namorada na noite do dia 14 de fevereiro, em Palmas. A ocorrência foi registrada por volta das 23h04, na quadra 604 Norte.
De acordo com informações da corporação, uma equipe foi acionada para atender a um chamado de violência doméstica. No local, a vítima relatou ter sido agredida fisicamente e informou que o suspeito também teria danificado o celular dela. Buscas foram realizadas, mas o policial não foi localizado naquele momento.
Conforme o boletim de ocorrência, ao qual a imprensa teve acesso, a agressão teria ocorrido após a vítima, Ingrid Gabriele Santos, procurar o suspeito para cobrar uma dívida de R$ 1,5 mil. Segundo o registro, o valor seria devido à filha dela, que estava internada e precisava de medicação.
A mulher manteve um relacionamento com o policial por cerca de três anos. Ainda segundo o boletim, ela foi até a residência onde o militar estava e, ao bater na porta, ele teria saído “de forma agressiva”, puxado seus cabelos, desferido um tapa no rosto e a arremessado contra a parede.
O documento também aponta que havia uma Medida Protetiva de Urgência em favor da vítima, expedida em 2025.
O oficial é concursado desde 2005 e atua na ajudância-geral como músico. Conforme dados do Portal da Transparência, ele recebe salário de aproximadamente R$ 19 mil.
Em nota, a Polícia Militar afirmou que não compactua com qualquer conduta que viole a legislação ou os princípios éticos da corporação e que o caso será apurado na esfera administrativa, independentemente das investigações criminais, garantindo o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
A defesa do policial informou que ainda não teve acesso integral aos autos e que somente após a análise completa poderá se manifestar sobre o mérito de forma precisa. Ressaltou ainda que o enfrentamento da violência doméstica deve ocorrer com seriedade, mas com respeito às garantias legais e à intimidade das partes.
O caso é investigado pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Palmas.
