EUA iniciam retirada de agentes após megaoperação migratória em Minnesota
O chamado “czar da fronteira” dos Estados Unidos, Tom Homan, afirmou neste domingo (15) que cerca de mil agentes de imigração deixaram a região de Minneapolis e St. Paul, em Minnesota. Segundo ele, outra centena deve deixar o estado nos próximos dias.
A medida integra a redução da chamada “Operação Metro Surge”, conduzida pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE). A ação havia sido classificada pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) como a maior operação de fiscalização migratória já realizada no país.
Em entrevista ao programa “Face The Nation”, Homan declarou que uma força de segurança reduzida permanecerá temporariamente na região para proteger agentes que ainda atuam no estado. Ele não detalhou o número exato de integrantes desse contingente.

O envio de milhares de agentes às chamadas Twin Cities marcou um endurecimento da política migratória. No entanto, a operação passou a enfrentar críticas após aumento da tensão local e a morte de dois cidadãos americanos baleados por oficiais federais, o que gerou questionamentos sobre a condução das ações.
Protestos tornaram-se frequentes na região. Moradores organizaram redes de apoio a imigrantes, monitoraram a presença de agentes e registraram abordagens. Diante do cenário, o governo iniciou a redução do efetivo.
Na semana passada, Homan já havia anunciado a saída imediata de 700 oficiais federais. Segundo ele, a diminuição do contingente continuará ao longo desta semana até que o efetivo retorne ao nível original.
Apesar da retirada, o governo afirma que as ações de fiscalização e deportação em larga escala seguirão em outras partes do país. Questionado sobre novas operações de grande porte, Homan disse que futuras mobilizações dependerão da situação em cada região.
