EUA estimam até 800 navios da “frota fantasma” russa em operação no mundo
Autoridades dos Estados Unidos afirmaram nesta terça-feira (3) que até 800 embarcações da chamada “frota fantasma”, usadas para driblar sanções internacionais, seguem operando em diversas regiões do mundo. Segundo o governo americano, apenas uma pequena parcela desses navios foi interceptada até agora.
A estimativa foi apresentada por um alto oficial da Guarda Costeira dos Estados Unidos durante uma audiência no Congresso. De acordo com o contra-almirante David Barata, entre 600 e 800 embarcações ligadas à Rússia, Irã, Venezuela e China continuam em atividade apesar das sanções.
“É um percentual muito pequeno” de navios apreendidos, reconheceu o oficial ao comentar os resultados das ações de fiscalização conduzidas pelas forças americanas.

Em dezembro, o presidente Donald Trump determinou o bloqueio de petroleiros sancionados que tenham origem ou destino na Venezuela. Desde então, os Estados Unidos já assumiram o controle de sete navios, dentro de uma ofensiva naval ampliada.
Segundo Barata, as embarcações da chamada frota fantasma utilizam diversos métodos para ocultar sua identidade e localização. Entre as práticas estão o uso de documentos falsificados, títulos de propriedade irregulares e até a reutilização de números de navios que já foram destruídos.
Washington reforçou sua presença naval no Caribe, região onde também realizou operações contra o narcotráfico e apreensões de embarcações sancionadas. Nas últimas semanas, um navio ligado à Rússia foi capturado no Atlântico Norte após uma perseguição iniciada próximo ao litoral venezuelano.
Além dos Estados Unidos, países europeus também intensificaram a fiscalização. A Marinha Francesa interceptou recentemente um navio-tanque vinculado à Rússia no Mediterrâneo e o escoltou até um porto, após já ter detido outra embarcação ligada a Moscou em setembro.
As autoridades americanas avaliam que, apesar das apreensões pontuais, a frota fantasma continua sendo um dos principais desafios para a aplicação efetiva das sanções internacionais.
