Menino detido por agentes federais retorna para casa após decisão judicial
O menino de cinco anos que havia sido detido por agentes federais de imigração nos Estados Unidos voltou para casa neste fim de semana, após decisão da Justiça. O caso, ocorrido há cerca de duas semanas em Minneapolis, gerou repercussão internacional e críticas à política migratória adotada pelo governo norte-americano.
A libertação foi confirmada neste domingo (1º) por um parlamentar democrata, que acompanhou o retorno da criança ao convívio familiar. Em uma publicação nas redes sociais, ele afirmou que o menino já estava em segurança, usando o mesmo gorro e a mochila que marcaram o episódio.
A detenção ocorreu em 20 de janeiro, durante uma operação realizada nas ruas da cidade por agentes do serviço federal de imigração. A ação tinha como objetivo identificar e prender imigrantes em situação irregular. Na ocasião, a criança foi levada junto com o pai.

Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, o órgão de imigração tem sido alvo de controvérsias por sua atuação mais rígida. Em janeiro, a morte de dois manifestantes durante uma ação envolvendo agentes federais aumentou ainda mais a pressão sobre o governo.
A imagem do menino no momento da abordagem, visivelmente assustado, vestindo um gorro azul com orelhas de coelho e carregando uma mochila, viralizou nas redes sociais e provocou comoção em diversos países.
O vice-presidente dos Estados Unidos afirmou que a criança foi detida após o pai tentar fugir da abordagem policial. Segundo a versão oficial, a tentativa de evasão motivou a condução de ambos ao sistema de detenção.
Pai e filho permaneceram por 12 dias em um centro de custódia destinado a famílias migrantes no Texas, a cerca de 1.800 quilômetros de distância de Minneapolis. A transferência também foi alvo de críticas por parte de organizações de direitos humanos.
No sábado, um juiz federal determinou a libertação imediata dos dois. Na decisão, o magistrado afirmou que a política de cotas diárias de expulsões estaria sendo aplicada de forma desorganizada e com impactos graves sobre crianças.
O juiz também criticou a condução do caso, afirmando que o governo estaria ignorando princípios históricos do país, como os previstos na Declaração de Independência.
Após a decisão judicial, pai e filho foram libertados e levados de volta para Minnesota com o apoio de autoridades políticas. O parlamentar que acompanhou o retorno afirmou que seguirá pressionando para que outras famílias separadas por ações semelhantes também possam ser reunidas.
