Expulsão de Carrascal após o intervalo chama atenção na final da Supercopa; veja o que diz a regra
A final da Supercopa do Brasil entre Flamengo e Corinthians ficou marcada por um episódio incomum envolvendo o meia Jorge Carrascal. O jogador rubro-negro acabou expulso, mas a decisão só foi tomada após o intervalo, depois de uma revisão do VAR que chamou a atenção de torcedores e comentaristas.
Ainda no primeiro tempo, atletas do Corinthians reclamaram de uma cotovelada de Carrascal em Breno Bidon, mas o lance não foi punido de imediato pela arbitragem. A partida seguiu normalmente até o apito que encerrou a etapa inicial.
Com as equipes já prontas para o retorno ao gramado, o árbitro Rafael Rodrigo Klein foi chamado ao monitor do VAR para reavaliar a jogada. Após a análise das imagens, o juiz aplicou o cartão vermelho ao jogador colombiano do Flamengo, antes do reinício do segundo tempo.
A decisão provocou um atraso significativo na partida. O segundo tempo só começou 25 minutos depois do intervalo regulamentar, devido ao tempo gasto na revisão do lance.
O que diz a regra?
Apesar de inusitada, a expulsão foi legítima. De acordo com as diretrizes da IFAB (International Football Association Board), entidade responsável pelas regras do futebol, a autoridade do árbitro não se encerra com o apito do intervalo.
Entre os principais pontos que validam a decisão estão:
Autoridade do árbitro: o juiz possui poder disciplinar desde o momento em que entra em campo para a inspeção pré-jogo até o apito final da partida. Isso inclui o intervalo, eventuais prorrogações e disputas de pênaltis.
Revisão do VAR: o árbitro de vídeo pode recomendar a análise de um lance passível de cartão vermelho direto, como agressão, a qualquer momento antes do reinício do jogo. Como o segundo tempo ainda não havia começado, a revisão e a expulsão foram permitidas pela regra.
