Trump chama homem morto por agentes migratórios de “agitador” e reacende tensão após protestos
O presidente dos Estados Unidos afirmou nesta sexta-feira (30) que Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos morto a tiros por agentes migratórios em Minneapolis na semana passada, era um “agitador” e “talvez um insurgente”. A declaração foi feita em publicação na rede Truth Social, após a divulgação de um vídeo que mostraria um confronto anterior entre a vítima e agentes federais.
Segundo Trump, as imagens — gravadas cerca de 11 dias antes da morte — teriam prejudicado a reputação de Pretti, ao retratá-lo gritando e cuspindo no rosto de um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), que, segundo o presidente, estaria “calmo e sob controle” na ocasião.
A morte do enfermeiro ocorreu durante uma operação migratória em Minneapolis e provocou forte reação pública. O caso se somou ao de outra cidadã americana morta dias antes em circunstâncias semelhantes, também envolvendo agentes federais, o que intensificou protestos contra a política migratória do governo.

Manifestações se espalharam pela cidade e por outras regiões do país, com críticas ao uso da força por agentes federais e à ampliação das operações de imigração. As declarações de Trump, ao classificar a vítima de forma pejorativa, ampliaram a polarização em torno do episódio e reacenderam o debate sobre a atuação do ICE e os limites das ações federais em áreas urbanas.
A investigação sobre a morte de Pretti segue em andamento, enquanto autoridades locais e federais enfrentam pressão para esclarecer as circunstâncias do tiroteio e o papel dos agentes envolvidos.
