Companhia aérea dos EUA exige compra de assento adicional para passageiros que precisem de mais espaço
Uma grande companhia aérea dos Estados Unidos anunciou nesta semana mudanças em sua política de acomodação para passageiros que necessitam de espaço adicional a bordo. A partir de janeiro de 2026, viajantes que não consigam acomodar-se confortavelmente em um único assento com os apoios de braço abaixados terão de adquirir um assento extra já no momento da reserva.
De acordo com o comunicado da empresa, a nova regra pretende padronizar procedimentos e evitar deslocamentos e constrangimentos durante o embarque. A companhia também introduzirá assentos marcados para todos os voos, substituindo o atual sistema de escolha livre a bordo, medida que segundo a empresa deve facilitar a logística e garantir cumprimento das normas de segurança e convivência.
A política de reembolso do valor pago pelo assento adicional foi igualmente revisada. O ressarcimento será permitido somente se o voo de fato partir com lugares disponíveis e se forem atendidas condições específicas previstas nas regras internas — incluindo critérios relativos ao momento da compra e prazos para solicitação do reembolso. A empresa informou que detalhará essas condições em sua página de atendimento ao cliente e nos termos de transporte.
A alteração suscitou reação de passageiros, defensores dos direitos dos viajantes e organizações voltadas à acessibilidade. Críticos afirmam que a exigência pode onerar financeiramente pessoas com mobilidade reduzida, obesidade ou outros motivos legítimos para demandar espaço extra, ampliando barreiras ao acesso ao transporte aéreo. Defensores da mudança apontam, por outro lado, a necessidade de transparência e previsibilidade na ocupação de assentos e na gestão de conforto em aeronaves cada vez mais lotadas.
Especialistas em aviação consultados destacam que a medida insere-se em um debate maior sobre como conciliar conforto, custo e inclusão num ambiente de restrição de espaço físico. Eles alertam para a importância de mecanismos de exceção bem definidos — por exemplo, políticas claras para passageiros com necessidades especiais comprovadas — de modo a mitigar impactos negativos e cumprir a legislação de direitos dos passageiros.
A companhia afirmou que trabalhará com órgãos reguladores e grupos de consumidores para ajustar a implementação das mudanças e garantir comunicação ampla antes da data de vigência. Passageiros afetados são aconselhados a verificar as novas condições no momento da compra de passagem e a manter contato com o serviço de atendimento ao cliente para esclarecimentos sobre critérios de reembolso e procedimentos para solicitar acomodação especial.
