María Corina Machado diz que recebeu ajuda dos EUA para ir a Oslo receber o Nobel da Paz
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou nesta quinta-feira (11), em Oslo, que recebeu ajuda dos Estados Unidos para conseguir deixar a Venezuela e viajar até a Noruega, onde recebeu o Prêmio Nobel da Paz. A opositora estava escondida desde agosto de 2024 e disse que o regime de Nicolás Maduro “fez o possível” para impedir sua saída do país.
“Não acho que eles sabiam onde eu estava e com certeza teriam feito todo o possível para impedir que eu chegasse aqui. Gostaria de agradecer a todos os homens e mulheres que arriscaram sua vida para que eu pudesse estar aqui hoje. Foi uma experiência, mas valeu a pena para estar aqui e contar ao mundo o que está acontecendo na Venezuela”, afirmou Machado durante a cerimônia.
A líder também declarou que pretende retornar à Venezuela com o prêmio, mesmo sob risco de ser presa. Ela destacou que sua missão é continuar denunciando as violações de direitos humanos e lutando pelo restabelecimento da democracia no país.

“A Venezuela será um farol de liberdade”, diz opositora
Ao falar sobre o futuro da nação venezuelana, Machado se mostrou otimista.
Disse estar “esperançosa” de que a Venezuela se tornará “um farol para a liberdade” e que a democracia será restaurada:
“Estou muito esperançosa que a Venezuela será livre e a transformaremos em um farol de liberdade, vamos restaurar a democracia. Não vamos parar até que isso se torne realidade. Queremos tornar a Venezuela um centro democrático e econômico das Américas. Anseio por esse dia e vamos receber todos vocês lá em um país brilhante, democrático e livre — e isso acontecerá em breve.”
A situação política na Venezuela permanece tensa, com crescente pressão internacional sobre o regime de Maduro e forte mobilização da oposição.
