Sargento dos EUA é preso após apostar na captura de Nicolás Maduro e ganhar R$ 2 milhões

As autoridades dos Estados Unidos prenderam um militar suspeito de usar informação privilegiada para lucrar com apostas ligadas à captura de Nicolás Maduro. Segundo a Reuters, o caso envolve um soldado acusado de obter cerca de US$ 400 mil com negociações feitas antes da operação que derrubou o líder venezuelano no início deste ano.
A prisão foi revelada nesta quinta-feira (23). De acordo com a Reuters, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos deteve o soldado após surgirem suspeitas de que ele teria apostado com base em informações sigilosas sobre a ofensiva contra Maduro. Até a publicação da reportagem, o órgão ainda não havia comentado oficialmente o caso.
O episódio ganhou ainda mais peso porque, em janeiro, a Reuters já havia mostrado que um investidor anônimo lucrou aproximadamente US$ 410 mil ao apostar na saída de Maduro pouco antes da operação militar. Na época, a movimentação chamou atenção pela proximidade com o desfecho do caso e levantou suspeitas de uso indevido de informação não pública.
A repercussão do caso também aumentou a preocupação dentro da Casa Branca. Segundo o Wall Street Journal, o governo enviou em 24 de março um alerta interno orientando funcionários a não usar cargos ou acesso privilegiado para fazer apostas relacionadas à guerra contra o Irã. O aviso foi disparado após uma movimentação incomum no mercado pouco antes de Trump anunciar uma pausa em ataques.
De acordo com o jornal, a preocupação do governo era justamente evitar que funcionários públicos usassem informações internas para obter vantagem financeira. O próprio comunicado reconheceu que não havia prova de vazamento naquele episódio, mas tratou o risco como real diante do avanço desses mercados.
O caso do militar preso agora amplia esse debate nos Estados Unidos. Além da investigação criminal, o episódio reforça a pressão por regras mais duras contra o uso de informação privilegiada em operações financeiras ligadas a decisões militares e diplomáticas.
