Trump diz esperar acordo com a China durante viagem à Ásia; reunião com Xi Jinping deve ocorrer nesta semana
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (27) que espera chegar a um acordo comercial com a China durante sua viagem pela Ásia. O republicano deve se encontrar com o presidente chinês Xi Jinping nos próximos dias, na Coreia do Sul, à margem da cúpula da Bacia do Pacífico do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec).
“Tenho muito respeito pelo Presidente Xi. Acho que vamos chegar a um acordo”, declarou Trump a jornalistas.
Autoridades dos dois países confirmaram que já foi estabelecido um consenso preliminar, que os líderes tentarão finalizar durante o encontro. Segundo fontes citadas pelo The New York Times, a reunião está marcada para quinta-feira (30).

Estrutura do acordo
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, se reuniram no domingo (26) com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng e o negociador Li Chenggan, durante a cúpula da ASEAN, em Kuala Lumpur, na Malásia.
Bessent afirmou que o encontro criou uma “estrutura bem-sucedida” para que os presidentes possam discutir pontos sensíveis, como:
– redução das restrições chinesas à exportação de terras raras;
– adiamento de tarifas de até 100% sobre produtos chineses;
– reabertura do mercado chinês à soja americana;
– equilíbrio comercial entre os dois países;
– e cooperação no combate à crise do fentanil nos EUA.
Segundo o secretário, também está prevista para quinta-feira a finalização do acordo sobre o TikTok, anunciado no mês passado.
“A China precisa fazer algo por nós também. Quero ajudar a China, não quero prejudicá-los, mas tem que ser um acordo justo”, afirmou Trump a bordo do Air Force One, no último domingo (19).
Terras raras: o “petróleo do século XXI”
As terras raras e outros minerais estratégicos estão no centro das negociações comerciais. Considerados o “petróleo do século XXI” por sua importância econômica e militar, esses elementos químicos são essenciais para a fabricação de eletrônicos, carros elétricos, mísseis hipersônicos e sistemas de energia solar.
A escassez global desses materiais tem aumentado a disputa geopolítica entre as grandes potências. A China domina a produção mundial, enquanto o Brasil figura entre os países com maiores reservas de minerais críticos, como cobre, lítio, silício e terras raras, reforçando sua posição estratégica no cenário global.
