Padre flagrado com mulher de fiel: veja como começou e como terminou a polêmica
Um vídeo gravado na casa paroquial de Nova Maringá (MT) viralizou nas redes sociais nesta semana e provocou grande repercussão entre fiéis e internautas de todo o país. As imagens mostram o padre Luciano Braga Simplício, de 39 anos, e uma jovem de 21 anos, que aparece escondida embaixo da pia do banheiro após o local ser invadido por quatro pessoas — o ex-sogro da jovem, dois amigos dele e uma mulher.
Segunda-feira, 13 de outubro
O vídeo do flagrante vazou nas redes sociais e rapidamente se espalhou. Ainda no mesmo dia, a jovem registrou um boletim de ocorrência, denunciando a divulgação indevida das imagens, gravadas durante a invasão à casa paroquial.
A Polícia Civil classificou o registro como um “caso atípico”, mas iniciou as apurações sobre a origem e o compartilhamento do vídeo.

Terça-feira, 14 de outubro
A Diocese de Diamantino (MT) anunciou a abertura de uma investigação interna sobre a conduta do padre.
“Comunicamos que, tendo em vista o bem da Igreja e do povo de Deus, todas as medidas canônicas previstas já estão sendo devidamente tomadas. Pedimos a compreensão e a oração de todos”, informou a Diocese em nota.
O Tribunal Eclesiástico informou que o caso está sob sigilo e aguarda a conclusão da apuração inicial.
O padre Luciano Braga Simplício negou qualquer envolvimento amoroso com a jovem e afirmou que ela havia apenas pedido para tomar banho e trocar de roupa na casa paroquial.
Quarta-feira, 15 de outubro
O sacerdote foi afastado oficialmente da paróquia, e as missas passaram a ser conduzidas pelo padre Pedro Hagassis, de 76 anos, designado temporariamente pela Diocese.
Quinta-feira, 16 de outubro
A Polícia Civil cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos de terem gravado e divulgado o vídeo, incluindo o ex-sogro da jovem. Durante a operação, três celulares foram apreendidos e encaminhados para perícia técnica.
Sexta-feira, 17 de outubro
As investigações avançaram, e a polícia iniciou a análise pericial dos aparelhos apreendidos. Em entrevista ao g1, o delegado Franklin Alves informou que o objetivo é responsabilizar individualmente cada um dos envolvidos na invasão, gravação e divulgação das imagens.
O inquérito apura os seguintes crimes:
– Constrangimento ilegal qualificado
– Invasão de domicílio qualificada
– Exposição de intimidade
– Dano qualificado
– Dano psicológico contra a vítima
O caso segue sob investigação pela Polícia Civil de Mato Grosso, enquanto o processo canônico permanece em sigilo na Diocese de Diamantino.
