Morre Diane Keaton, ícone de Hollywood e estrela de “O Poderoso Chefão”, aos 79 anos
A atriz Diane Keaton, uma das figuras mais marcantes do cinema norte-americano, faleceu aos 79 anos na Califórnia. A informação foi confirmada neste sábado (11) por um porta-voz da família à revista People. A causa da morte não foi divulgada, e os familiares pediram respeito e discrição neste momento de luto.
Com uma carreira que atravessou mais de cinco décadas, Keaton foi vencedora do Oscar de Melhor Atriz e protagonizou filmes que marcaram gerações, como Annie Hall (Noivo Neurótico, Noiva Nervosa), O Poderoso Chefão e Alguém Tem Que Ceder.

Estilo, autenticidade e uma carreira brilhante
Nascida em Los Angeles, em 1946, como Diane Hall, ela adotou o sobrenome artístico “Keaton” — nome de solteira da mãe — ao descobrir que já existia uma atriz com seu nome registrado.
Desde jovem, inspirada pelos sonhos artísticos da mãe, Diane sabia que queria atuar. Aos 22 anos, mudou-se para Nova York e estreou na Broadway em 1968 com o musical Hair, período em que também enfrentou uma luta silenciosa contra a bulimia.
A virada: Kay Adams em O Poderoso Chefão
Seu grande momento veio em 1972, ao interpretar Kay Adams, a esposa de Michael Corleone (Al Pacino), em O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola. A performance a levou ao estrelato, e ela reprisou o papel nas sequências de 1974 e 1990.
Na mesma época, formou uma das duplas mais memoráveis do cinema com Woody Allen, com quem estrelou clássicos como Play It Again, Sam, Sleeper e, sobretudo, Annie Hall (1977), que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz e se tornou um marco do cinema moderno.
Versatilidade e sucessos contínuos
Keaton foi uma atriz de muitas facetas: do drama Reds (1981), indicado ao Oscar, à leveza de Baby Boom (1987), passando por O Pai da Noiva (1991) e O Clube das Desquitadas (1996), com Goldie Hawn e Bette Midler.
Já nos anos 2000, brilhou ao lado de Jack Nicholson em Alguém Tem Que Ceder (2003), em mais uma performance aclamada. Seus trabalhos mais recentes incluem Tudo em Família, Book Club, Poms e até uma participação no videoclipe “Ghost”, de Justin Bieber, em 2021.
Além das telas: direção, maternidade e autenticidade
Na televisão, participou da série The Young Pope, da HBO. Como diretora, assinou o documentário Heaven (1987) e o longa Hanging Up (2000), além de dirigir um episódio de Twin Peaks.
Diane nunca se casou, algo que considerava uma escolha pessoal e libertadora. Ainda assim, viveu relacionamentos marcantes com Woody Allen, Warren Beatty e Al Pacino. Aos 50 anos, decidiu adotar dois filhos — Dexter (1996) e Duke (2001) — e sempre falou da maternidade com orgulho.
Uma voz autêntica em Hollywood
Nas redes sociais, especialmente no Instagram, Diane se mostrava leve, bem-humorada e fiel a si mesma. Em 2019, disse à People:
“Sem a atuação, eu teria sido uma desajustada.”
Keaton também revelou que raramente assistia aos próprios filmes, por se sentir insegura ao se ver em cena. Mesmo assim, construiu uma trajetória admirada por gerações e se tornou símbolo de autenticidade, estilo e independência feminina em Hollywood.
Despedida de uma lenda
A morte de Diane Keaton marca o fim de uma era. Uma atriz que soube unir talento, coragem e originalidade, deixando uma marca indelével na história do cinema.
