Israel intercepta flotilha e anuncia deportação de ativistas pró-Palestina para a Europa
Israel anunciou nesta quinta-feira (2) que deportará para a Europa os ativistas pró-palestinos da flotilha Global Sumud, interceptada pela Marinha israelense no Mediterrâneo. O grupo, formado por quase 45 embarcações e centenas de participantes de mais de 45 países, partiu de Barcelona em setembro com destino a Gaza para entregar alimentos, água, medicamentos e brinquedos.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel, os passageiros estão “a salvo e com boa saúde”. Entre os ativistas está a sueca Greta Thunberg e ao menos 15 brasileiros, incluindo a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE). O movimento pró-Gaza confirmou que parte dos barcos ainda segue viagem.
Israel apelidou a missão de “Hamas-Sumud” e justificou a operação alegando que a flotilha tentava violar o bloqueio naval imposto a Gaza, território que, segundo a ONU, enfrenta grave crise humanitária após quase dois anos de guerra.

Reações internacionais
A interceptação gerou forte repercussão. O Brasil condenou a ação militar e responsabilizou Israel pela segurança dos detidos. A Espanha convocou a encarregada de negócios israelense em Madri, já que mais de 60 espanhóis integram a missão. O governo colombiano expulsou a delegação diplomática de Israel após a prisão de duas cidadãs do país, enquanto o México confirmou a detenção de três de seus cidadãos.
O Hamas classificou o episódio como “crime de pirataria e terrorismo marítimo”. A organização Global Sumud, por sua vez, denunciou “táticas de intimidação” e prometeu seguir tentando romper o cerco a Gaza.
Israel já havia bloqueado campanhas semelhantes em junho e julho deste ano. Antes da interceptação, autoridades espanholas haviam pedido que a flotilha não entrasse na zona de exclusão marítima imposta por Israel, que se estende a 150 milhas náuticas de Gaza.
