‘Ozempic brasileiro’ chega às farmácias e o preço vai te surpreender
A chegada de dois novos medicamentos às farmácias brasileiras está movimentando tanto pacientes quanto médicos que acompanham a evolução dos tratamentos para obesidade e diabetes tipo 2. Batizados de Olire e Lirux, os produtos foram desenvolvidos pela farmacêutica EMS e já são popularmente conhecidos como “Ozempic brasileiro”. A grande expectativa em torno deles está ligada não apenas ao preço mais acessível, mas também ao fato de serem produzidos inteiramente no Brasil.
O princípio ativo das novas canetas é a liraglutida, substância análoga ao hormônio GLP-1, responsável por regular a saciedade e controlar os níveis de açúcar no sangue. Essa molécula pertence à mesma classe de medicamentos consagrados no exterior, como Saxenda, Victoza e, mais recentemente, o próprio Ozempic e o Wegovy, da Novo Nordisk. A diferença é que, com a queda da patente no Brasil, abriu-se espaço para a produção nacional com inovação tecnológica.
A EMS apresentou os novos fármacos como parte de uma estratégia para democratizar o acesso a esse tipo de tratamento. Até agora, a dependência de medicamentos importados fazia com que muitas pessoas não conseguissem arcar com os altos custos mensais. Com a fabricação no país, a expectativa é que os preços sejam mais competitivos e atinjam uma parcela maior da população que convive com doenças crônicas relacionadas ao peso e à glicemia.

Como funcionam as novas canetas de tratamento
Tanto o Olire quanto o Lirux funcionam a partir do mesmo princípio: atuam no cérebro para reduzir o apetite e retardam o esvaziamento gástrico, gerando mais saciedade após as refeições. Essa ação, combinada com a melhora do controle glicêmico, torna os medicamentos eficazes para quem luta contra a obesidade ou sofre de diabetes tipo 2. Estudos clínicos apontam que o Olire pode promover perda de peso média entre 8% e 10% ao longo de seis meses a um ano, enquanto o Lirux apresentou resultados positivos na estabilização da glicemia.
Apesar de serem comparados ao Ozempic, há diferenças importantes. Enquanto a semaglutida presente no Ozempic é aplicada uma vez por semana, a liraglutida exige aplicações diárias. Isso significa que o tratamento com os novos medicamentos brasileiros requer maior disciplina por parte dos pacientes, que precisam seguir orientações médicas para ajustar corretamente as doses. Inclusive, o uso das canetas exige atenção aos “cliques” de dosagem, que variam de acordo com a quantidade aplicada.
Outro ponto de destaque é que esses medicamentos não são classificados como genéricos, mas sim como uma inovação nacional. A EMS desenvolveu um processo moderno de síntese química de peptídeos, baseado em protocolos internacionais, garantindo pureza e segurança no produto final. Essa tecnologia é a mesma que sustenta o desenvolvimento das novas gerações de hormônios peptídicos utilizados no tratamento da obesidade no mundo.
Para quem é indicado e quanto custa o tratamento
As novas canetas têm indicações diferentes. O Olire é recomendado para pessoas com obesidade ou sobrepeso com índice de massa corporal (IMC) acima de 27, desde que associado a outras condições, como hipertensão, colesterol alto ou diabetes tipo 2. Já o Lirux é voltado para o tratamento de diabetes tipo 2 em adultos, adolescentes e até crianças a partir de 10 anos, quando dieta e atividade física não são suficientes para controlar a glicemia.
Os preços anunciados variam de acordo com a embalagem e a dosagem. O valor sugerido parte de R$ 307,26 para uma caneta, chegando a R$ 507,07 para o Lirux com duas canetas e R$ 760,61 para o Olire com três canetas. Apesar de ainda não serem medicamentos baratos, o custo é inferior ao de muitos concorrentes importados, tornando-se uma alternativa mais acessível.
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A EMS estima que até o final de 2025 serão disponibilizadas 250 mil unidades no mercado brasileiro, número que deve dobrar até agosto de 2026. A chegada do “Ozempic brasileiro” representa não apenas uma nova opção terapêutica, mas também um marco para a indústria farmacêutica nacional, que busca oferecer soluções inovadoras a preços mais competitivos. Para pacientes que lutam contra doenças crônicas, a novidade pode representar uma esperança real de melhora na qualidade de vida.
