Você guarda comida em pote de plástico? Pare agora e entenda o risco à saúde
Guardar sobras de comida na geladeira é um hábito comum, mas pode esconder riscos que nem todos conhecem. De acordo com a nutricionista Lilian Lima, especialista em nutrição funcional e esportiva, a escolha do recipiente faz toda a diferença para a segurança alimentar. Segundo ela, os potes de plástico, apesar de populares, podem liberar substâncias tóxicas quando expostos às variações de temperatura.
Esse processo acontece especialmente durante o aquecimento ou resfriamento, quando compostos químicos presentes no plástico se transferem para os alimentos. Os efeitos podem se refletir no organismo por meio de disfunções endócrinas, dermatológicas e até imunológicas. Ou seja, a praticidade pode custar caro à saúde.
A recomendação é simples: priorizar recipientes de vidro com tampa, que não apenas preservam melhor os alimentos, mas também evitam a contaminação química. Essa mudança de hábito, embora pareça pequena, pode reduzir riscos silenciosos e aumentar a durabilidade dos preparos guardados na geladeira.

O tempo certo para manter cada alimento refrigerado
Além do recipiente inadequado, outro erro comum é manter os alimentos por mais tempo do que o recomendado. Lilian alerta que nenhum alimento deve ser armazenado aberto diretamente na geladeira, já que isso aumenta as chances de contaminação cruzada e de desconfortos intestinais.
Arroz, feijão, carne e maionese preparados têm prazo de até três dias sob refrigeração, o mesmo período válido para leite e iogurte depois de abertos. Queijos e frios, como presunto, podem ser consumidos com segurança em até sete dias. Já cebolas cortadas precisam ser usadas em até uma semana, enquanto molhos industrializados, como ketchup, devem ser consumidos em no máximo 15 dias após abertos.
Frutas e legumes higienizados e secos podem durar entre 7 e 10 dias, enquanto folhas, bananas e abacates não devem ultrapassar cinco dias. Temperos naturais precisam de potes de vidro tampados por até sete dias na geladeira. Já sal e condimentos desidratados, ao contrário do que muitos pensam, devem ser guardados em local fresco e seco, fora do refrigerador.
Como evitar perdas de nutrientes e reduzir o desperdício
Outra questão importante é a perda nutricional. Quanto mais vezes o alimento é manipulado, armazenado e reaquecido, maior a degradação de nutrientes, sabor e textura. A especialista destaca que, para manter a qualidade e reduzir desperdícios, o ideal é cozinhar apenas a quantidade necessária para o consumo imediato.
Se for preciso guardar, a dica é dividir em pequenas porções, reduzindo a necessidade de reaquecimentos sucessivos. Essa prática ajuda a preservar melhor as características dos alimentos e diminui o risco de contaminação. Além disso, manter os recipientes sempre higienizados é essencial para evitar proliferação de microrganismos nocivos.
Leia mais: Apostou e perdeu a aposta? veja se você poderá ter seus ganhos ressarcidos na via judicial
No fim das contas, o cuidado com a forma de armazenamento vai muito além de manter a comida fresca. Ele está diretamente ligado à saúde, ao aproveitamento correto dos nutrientes e até à economia doméstica, já que previne desperdícios. Pequenas mudanças de hábito podem gerar grandes impactos na segurança alimentar do dia a dia.
