Mulher que matou a filha para ficar com a guarda do neto é condenada a 27 anos de prisão no Paraná
O Tribunal do Júri de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, condenou Tânia Djanira Melo Becker de Lorena a 27 anos, 1 mês e 15 dias de prisão em regime fechado. Ela foi considerada culpada de matar a própria filha, Andréa Rosa de Lorena, para ficar com a guarda do neto.
O crime, ocorrido em fevereiro de 2007, em Quatro Barras (PR), foi julgado quase 18 anos depois, após Tânia ter sido presa em maio de 2024.
Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), Tânia e seu companheiro, Everson Luís Cilian, mataram a vítima por asfixia após um almoço em família. A motivação era a disputa pela guarda do neto, que na época tinha cinco anos. Testemunhas relataram que Tânia havia ameaçado a filha e que a disputa pela criança era intensa.
Após o assassinato, o corpo de Andréa foi escondido embaixo da cama da residência e encontrado somente dois dias depois. Tânia fugiu logo após o crime e ficou foragida por 17 anos. Em maio de 2024, dois dias após o caso ser exibido no programa Linha Direta, da TV Globo, a Polícia Militar a localizou e a prendeu em Marilândia do Sul (PR). Tânia usava um nome falso e trabalhava como faxineira.
Condenação e Reações
Tânia foi condenada pelo crime de homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo fútil, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
A defesa da ré informou em nota que irá recorrer da sentença. Em contrapartida, o advogado de assistência de acusação, Samuel Rangel, celebrou a decisão como uma “resposta firme do sistema de Justiça” e um alívio para os filhos da vítima.
O coautor do crime, Everson Luís Cilian, foi preso em 2022 e condenado a 21 anos de prisão em junho de 2024.
