Enfermeira é indiciada por homicídio culposo após morte de paciente por transfusão de sangue incompatível em Santa Maria
Uma enfermeira do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) foi indiciada por homicídio culposo após a morte de uma paciente que recebeu, por engano, uma transfusão de sangue incompatível. A investigação da Polícia Civil concluiu que o óbito, ocorrido em 7 de agosto, foi causado por negligência e inobservância de regras técnicas da profissão.
Segundo a Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP), a paciente estava internada para tratar um câncer de mama quando a enfermeira iniciou o procedimento de transfusão com sangue que, na verdade, era destinado a outra pessoa.
O laudo de necropsia apontou que a transfusão de sangue incompatível causou uma tromboembolia pulmonar maciça, que foi a causa direta da morte. A polícia destacou que o erro poderia ter sido evitado, pois a enfermeira não seguiu o protocolo de segurança obrigatório do hospital, que exige a verificação dupla da identidade da paciente antes de qualquer procedimento.
O relato da família
A filha da vítima relatou à polícia que a mãe estava em uma maca no corredor do hospital e questionou a necessidade da transfusão. Mesmo assim, o procedimento foi iniciado. Cerca de dez minutos depois, a paciente apresentou dificuldades respiratórias e teve o quadro de saúde agravado, vindo a falecer na manhã seguinte na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A Polícia Civil entendeu que, apesar de não ter tido a intenção de causar a morte, a enfermeira foi negligente, pois não seguiu os procedimentos exigidos por sua função, o que poderia ter previsto e evitado a morte da paciente. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário.
