Assistente social denuncia jogador David Luiz por ameaças e Justiça concede medida protetiva no Ceará
A assistente social Francisca Karollainy Barbosa Cavalcante, de 26 anos, denunciou o jogador de futebol David Luiz por ameaças recebidas durante um relacionamento extraconjugal mantido quando o atleta atuava pelo Fortaleza Esporte Clube. O caso foi registrado em boletim de ocorrência na última segunda-feira (25). No dia seguinte, a defesa da vítima pediu medida protetiva, concedida pela Justiça do Ceará na quarta-feira (27).
Segundo o advogado da vítima, Fabiano Távora, as ameaças foram feitas por mensagens no Instagram. Ele afirmou que Karollainy, natural de Senador Pompeu (CE), se deslocava até Fortaleza com custos bancados pelo jogador.

De acordo com a denúncia, após a assistente social recusar uma proposta do atleta para ter relações sexuais acompanhada de uma amiga, ele passou a ameaçá-la. Em uma das mensagens atribuídas a David Luiz, ele teria escrito:
“Você sabe que tenho dinheiro e poder, então não banque a esperta. Seria triste seu filho ter que pagar as consequências dos seus atos”.
Em outra suposta mensagem, o jogador teria reforçado:
“Eu posso simplesmente fazer você sumir. Eu tenho uma pessoa que sabe onde você está nesse momento. E nunca chegaria nada em mim, então apague”.
A vítima relatou ainda que, ao ler os recados, temeu que pudesse ocorrer com ela algo semelhante ao caso de Eliza Samudio, assassinada em 2010 pelo ex-goleiro Bruno.
O advogado destacou que a rapidez na concessão da medida protetiva se deu pela gravidade da denúncia:
“A forma com que ele escreveu deixava muito claro o tom de ameaça. Não havia dúvida sobre a necessidade da medida”, afirmou.
Defesa do jogador
Em nota, a assessoria de David Luiz afirmou que o atleta não se manifestará publicamente porque o processo corre em segredo de justiça, mas garantiu que “todas as medidas legais cabíveis estão sendo tomadas”.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará confirmou a denúncia e informou que a investigação está sob responsabilidade da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (2ª DDM) de Fortaleza.
O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) também confirmou a concessão da medida protetiva, mas não divulgou detalhes adicionais em razão do sigilo do processo.
