Lutador detalha técnicas de artes marciais usadas para se defender de ataque de pitbulls em Ponta Porã MS
O professor de Muay Thai Ernesto Chaves, de 33 anos, que ganhou repercussão nas redes sociais após imobilizar duas cadelas da raça pitbull durante um ataque em Ponta Porã (MS), explicou que utilizou técnicas das artes marciais para conter os animais. O caso aconteceu na manhã de domingo (29), enquanto ele fazia corrida em uma área da cidade.
Com 13 anos de experiência em lutas, Ernesto contou que recorreu aos conhecimentos de Muay Thai e Jiu-Jitsu para se defender durante cerca de cinco minutos de luta. A situação foi registrada em vídeo por testemunhas.
Ele afirmou que tentou usar chutes e socos, mas logo percebeu que os cães eram muito fortes e as técnicas iniciais não estavam funcionando. Segundo o professor, ele lembrou de aulas e vídeos sobre defesa contra ataques de cães, o que o ajudou a pensar rápido.

Ernesto disse que procurou proteger o pescoço e as pernas, e passou a aplicar uma técnica de imobilização, inspirada no Jiu-Jitsu, pressionando o pescoço de um dos animais para limitar seus movimentos. O objetivo, segundo ele, era conter o ataque, e não ferir os cães.
O lutador foi derrubado e mordido na perna, além de ter quebrado um dedo da mão durante a luta. Ele foi levado ao hospital com diversos ferimentos, mas sem risco de morte. Moradores da região ajudaram a amarrar os animais até a chegada da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
Tutor alega que cães foram soltos por invasores
O tutor das cadelas, o empresário Nerival Silva Menezes, afirmou à Polícia Civil que os animais estavam em um terreno de obra e foram soltos por usuários de drogas que tentavam furtar materiais de construção. Segundo ele, o portão foi aberto de forma intencional para facilitar o furto.
A delegada Elisângela Cristaldo informou que os cães foram recolhidos para a casa do tutor por falta de um Centro de Controle de Zoonoses no município. Segundo ela, os animais estão vacinados e com a documentação em dia.
O tutor também declarou que reforçou a segurança do local após o ocorrido e que prestou auxílio ao lutador. O caso está sendo investigado e ele poderá responder por omissão de cautela na guarda de animais, crime considerado de menor potencial ofensivo, sujeito à lavratura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
Professor alerta para riscos à comunidade
Ernesto destacou que a região onde foi atacado é bastante frequentada por pedestres, incluindo sua própria esposa, e que há uma creche a cerca de 200 metros do local. Ele afirmou que, caso o ataque tivesse ocorrido com uma pessoa despreparada, o desfecho poderia ter sido fatal.
