As famílias de Jairo Vieira Lima, de 64 anos, e Anderson Alves Brandão, de 51, ainda aguardam a liberação dos corpos para realizar os velórios. Os dois homens foram encontrados mortos e enterrados sob bananeiras no quintal da casa onde viviam, no bairro Jardim Colonial, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Os corpos foram localizados na última segunda-feira (23) pelo Corpo de Bombeiros, com auxílio de cães farejadores, após vizinhos acionarem a Polícia Militar ao perceberem marcas de sangue e movimentações suspeitas no terreno. Um dos corpos estava dentro de uma mala, e o outro, sobre ela, em um buraco de cerca de dois metros de profundidade. Ambos apresentavam sinais de violência, como perfurações e possíveis golpes de martelo.
O principal suspeito do crime, João Vitor Fernandes de Melo, de 28 anos, foi preso no local. Segundo a Polícia Militar, ele alegou, inicialmente, ser o novo dono do imóvel e afirmou ter comprado a casa por R$ 20 mil. Depois, mudou sua versão, dizendo que teria recebido a casa como pagamento por serviços prestados. A polícia identificou diversas contradições no depoimento.
Dentro da residência foram encontrados vestígios de sangue nas paredes, no chão, em colchões e roupas, além de um martelo ensanguentado e cápsulas de arma de fogo. Após a prisão, João Vitor foi encaminhado ao sistema prisional e teve a prisão ratificada por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Segundo a família, Anderson era pintor e conhecido por ser uma boa pessoa, apesar de ter problemas com álcool. “O problema do meu irmão era a bebida, só que não fazia mal a ninguém”, disse a irmã da vítima, Alda Brandão.
Os corpos seguem no Instituto Médico Legal (IML) para exames de necropsia e identificação oficial. As investigações seguem sob responsabilidade da 10ª Delegacia Especializada em Investigação de Homicídios.